Sem surpresas na Turquia

08/05/2011

E deu Vettel de novo. Alguém apostava no contrário? Provavelmente, apenas uma parte da imprensa brasileira, que continua a viver na ilusão de que Felipe Massa tem condições de superar Fernando Alonso e conquistar mais um título para o automobilismo brasileiro… quem tem a cabeça no lugar e enxerga a F1 com olhar crítico (certo, temos nossas torcidas, mas não somos cegas nem tontas) já percebeu que a temporada 2011 será disputada entre Red Bull e McLaren – e eu apostaria em Hamilton, apesar da regularidade maior de Button – com Alonso correndo (e muito!) por fora.

O espanhol tirou leite de pedra hoje, se vocês me perdoam o clichê. Foi agressivo nos momentos certos, esperou quando tinha de esperar, contou com um pouco de sorte, e foi o grande destaque da prova. E Massa… bem, digamos apenas que ele não fez uma corrida tão limpa assim (Rosberg que o diga) e a Ferrari, apesar de ter demorado demais naquele pitstop de 6 segundos, não pode ser totalmente responsabilizada. Alonso chegou em… segundo, não foi? Teorias da conspiração podem pipocar à vontade, mas o fato é que o brasileiro não alcança a performance do espanhol.

E a Alemanha deve dar graças aos céus por Vettel, já que Michael Schumacher continua a despencar ladeira abaixo, numa decadência pouco vista entre ex-campeões do mundo. Além de ver seu companheiro de equipe consistentemente mais rápido, só tem feito lambanças na pista. Do jeito que a coisa vai, duvido seriamente que ele cumpra o contrato até o final de 2012.

Vettel parece destinado ao bicampeonato este ano, e o título estaria em muito boas mãos. Confesso que me comovi com seu gesto, um tapinha carinhoso no carro ao final da prova, e depois dando um banho de champagne em seu F1. Ele quebra o estereótipo do alemão frio e calculista expressando uma clara emoção no pódio, e sempre se mostra respeitoso e agradecido para com a equipe. Apesar de muito novo, sabe que não é sobre-humano e que a vitória, da mesma forma que a derrota (quando acontece) não é só dele. Merece a posição que ocupa, pelo talento e pela atitude.

Senti pena da Williams, que faz o pior início de temporada da história – quatro provas sem pontos. Não é culpa dos pilotos: o carro não ajuda em absolutamente nada. E apesar de ter sofrido com a trapalhada da McLaren, que tirou as chances de pódio de Lewis Hamilton, me diverti demais com a corrida – pelo menos na primeira metade, tivemos duelos interessantes entre Massa e Rosberg, Alonso e Webber, e especialmente Button e Hamilton (não, não acho que a equipe deva interferir, deixa os caras se entenderem na pista, isso é corrida de carros, caramba!). Bom ver corridas disputadas o tempo todo, e não carrinhos enfileirados como se houvesse uma bandeira amarela permanente.

A fase europeia do campeonato vai começar, e ainda tem muita corrida pela frente. E esperemos que alguém comece a dar mais trabalho pro Vettel. Assim vai ser ainda mais divertido.

Classificação:
1. Sebastian Vettel (ALE) – Red Bull – 1h30min17s558 (58 voltas)
2. Mark Webber (AUS) – Red Bull – +8s8
3. Fernando Alonso (ESP) – Ferrari – +10s0
4. Lewis Hamilton (ING) – McLaren – +40s2
5. Nico Rosberg (ALE) – Mercedes – +47s5
6. Jenson Button (ING) – McLaren – +59s4
7. Nick Heidfeld (ALE) – Renault – +60s8
8. Vitaly Petrov (RUS) – Renault – +68s1
9. Sebastien Buemi (SUI) – Toro Rosso – + 69s3
10. Kamui Kobayashi (JAP) – Sauber – +78s0
11. Felipe Massa (BRA) – Ferrari – + 79s8
12. Michael Schumacher (ALE) – Mercedes – +85s4
13. Adrian Sutil (ALE) – Force India – a 1 volta
14. Sergio Perez (MEX) – Sauber – a 1 volta
15. Rubens Barrichello (BRA) – Williams – a 1 volta
16. Jaime Alguersuari (ESP) – Toro Rosso – a 1 volta
17. Pastor Maldonado (VEN) – Williams – a 1 volta
18. Jarno Trulli (ITA) – Lotus – a 1 volta
19. Heikki Kovalainen (FIN) – Lotus – a 2 voltas
20. Jerome D’Ambrosio (BEL) – Virgin – a 2 voltas
21. Narain Karthikeyan (IND) – Hispania – a 3 voltas
22. Vitantonio Liuzzi (ITA) – Hispania – a 5 voltas

Nota especial: Hoje, oito de maio, faz vinte e nove anos que a F1 perdeu um de seus maiores nomes: o canadense Gilles Villeneuve. Gilles sofreu um acidente fatal durante os treinos para o GP da Bélgica, no circuito de Zolder, em 1982. Merece ser lembrado sempre, não apenas hoje. Salut, Gilles.


Sem mau-olhado, Vettel é pole na Turquia

07/05/2011

Quarta pole-position em quatro disputadas, não é pra menos que surgiu um capacete “anti mau-olhado”! Providencial, eu diria ;)
Vettel conseguiu, acredito eu, que a pole mais fácil da carreira. Com apenas uma tentativa e a 5 minutos de encerrar o treino, o alemão já estava saindo do carro.

Se não levarmos em conta Vettel/Webber – como disse o Galvão quando comentando sobre a bolsa de apostas entre o pessoal da transmissão – é melhor apostar no 1º que vai aparecer depois da dupla da Red Bull. Pensando assim, Nico Rosberg conseguiu a melhor classificação no treino, deixando seu companheiro, Michael Schumacher em 8º e, mais uma vez, reclamando de problemas de aderência.

Alonso conseguiu um bom 5º lugar, enquanto Felipe Massa… ficou em 10º, sem tempo.

Amanhã, às 09h, teremos o grid assim:

1 – S. Vettel (ALE/RBR-Renault) – 1m25s049
2 – M. Webber (AUS/RBR-Renault) – 1m25s454
3 – N. Rosberg (ALE/Mercedes) – 1m25s574
4 – L. Hamilton (ING/McLaren-Mercedes) – 1m25s595
5 – F. Alonso (ESP/Ferrari) – 1m25s851
6 – J. Button (ING/McLaren-Mercedes) – 1m25s982
7 – V. Petrov (RUS/Renault-Lotus) – 1m26s296
8 – M. Schumacher (ALE/Mercedes) – 1m26s646
9 – N. Heidfeld (ALE/Renault-Lotus) – 1m26s659
10 – F. Massa (BRA/Ferrari) – sem tempo
11 – R. Barrichello (BRA/Williams-Cosworth) – 1m26s764
12 – A. Sutil (ALE/Force India-Mercedes) – 1m27s027
13 – P. di Resta (ESC/Force India-Mercedes) – 1m27s145
14 – P. Maldonado (VEN/Williams-Cosworth) – 1m27s236
15 – S. Pérez (MEX/Sauber-Ferrari) – 1m27s244
16 – S. Buemi (SUI/STR-Ferrari) – 1m27s255
17 – J. Alguersuari (ESP/STR-Ferrari) – 1m27s572
18 – H. Kovalainen (FIN/Lotus-Renault) – 1m28s780
19 – J. Trulli (ITA/Lotus-Renault) – 1m29s673
20 – V. Liuzzi (ITA/Hispania-Cosworth) – 1m30s692
21 – T. Glock (ALE/MVR-Cosworth) – 1m30s813
22 – N. Karthikeyan (IND/Hispania-Cosworth) – 1m31s564
23 – J. D’Ambrosio (BEL/MVR-Cosworth) – 1m30s445 (perdeu 5 posições)
24 – K. Kobayashi (JAP/Sauber-Ferrari) – sem tempo


17 anos de saudades

01/05/2011

Não há como não lembrar de Senna no dia 1 de maio


Hamilton vence corrida histórica na China

17/04/2011

Viva a diferença!

Depois de duas corridas com domínio absoluto não só da Red Bull e, especialmente, de Sebastian Vettel, o GP da China que aconteceu na madrugada deste domingo foi diferente. A começar pela largada, o alemão que lidera o campeonato simplesmente não foi não foi páreo para Button e Hamilton já na largada e caiu pra 3º. Era apenas a primeira das nove vezes que a prova em Xangai trocava de líder. Além de Button e Vettel, também estiveram em 1º lugar Alonso, Rosberg, Massa e Hamilton. E foi o pupilo de Ron Dennis quem cruzou a linha de chegada na ponta.

No caso de Massa, Alonso e Rosberg a liderança veio mais por conta das paradas de seus antecessores nos boxes. E foi nos pit stops, aliás, que aconteceu a cena mais bizarra da prova e uma das mais inusitadas da história da categoria. Depois de ultrapassar Hamilton e conquistar a segunda colocação, Vettel precisou entrar nos boxes. Logo a sua frente estava Jenson Button. O que se viu a seguir foi surpreendentemente tosco: Button acabou parando na Red Bull, onde Vettel faria sua troca, e não na garagem seguinte, a da McLaren. Como ele conseguiu se confundir dessa forma? Eis a explicação dele: “Eu estava olhando para baixo quando cheguei no pit e acabei errando a parada”, explicou Button para a Auto Sport.

Isso tem explicação?

Depois disso, a corrida até então muito boa do campeão de 2009 mudou e ele terminou em 4º. Para o chefão da equipe, Martin Whitmarsh, Button mostrou que realmente gostou da aparência dos pneus da Red Bull e resolveu parar por lá mesmo. O todo poderoso da McLaren explicou que, na verdade, Button havia sido chamado para o pit uma volta antes. Ele não foi e deu no que deu.

Mais focados que Button e olhando para a direção correta, os demais pilotos buscaram não cometer erros e alcançar novos postos. O troca-troca de posições não ficou restrito ao pelotão da frente. Durante toda a prova, vários pegas aconteceram com algumas boas ultrapassagens, transformando o GP da China em um dos melhores dos últimos tempos e, de longe, o mais emocionante da temporada.

Uma das ultrapassagens mais comentadas deve ser a de Alonso em Petrov. É, o espanhol finalmente conseguiu passar o russo na pista. Foi na volta 37 e valeu pelo então 8º lugar. O espanhol não teve uma boa prova, foi ultrapassado logo na largada por Felipe Massa e terminou em 7º. O sexto lugar de Massa, aliás, não refletiu a corrida com bons resultados que vinha obtendo. Esteve em terceiro até oito voltas do fim, mas cruzou a linha de chegada em 6º.

Rubens Barrichello teve outro Grande Prêmio para esquecer. Sua melhor posição na pista foi um 11º lugar e acabou duas posições atrás disso. O outro veterano da categoria até ensaiou uma corrida digna. Na largada, pulou do 14º para o 9º posto. No desenrolar das 56 voltas, chegou à sexta colocação, mas foi deixado para trás e finalizou em 8º.

Quem deu show mesmo foi Mark Webber. O australiano, que largou em 18º, fez valer a qualidade de sua Red Bull e passou sem tomar conhecimento dos adversários a sua frente. Sem Kers, subiu ao pódio em 3º e foi o melhor da prova. Mais feliz que ele na hora da festa da champanhe só mesmo Hamilton, que conquistou sua 15ª vitória e tornou-se o único piloto a ganhar duas vezes o GP chinês.

A corrida na China ganhou um outro fator histórico ao se tornar o Grande Prêmio com o maior número de pilotos a terminar a prova desde que a Fórmula 1 começou em 1950. Vinte e três dos 24 pilotos que alinharam no grid receberam a bandeira quadriculada (apenas Jaime Alguersuari não terminou, porque a equipe errou ao apertar um dos pneus do carro e seu carro se transformou em um protótipo de três rodas). Somente o GP da Inglaterra de 1952 e o GP Brasil de 2010 haviam tido mais pilotos cruzando a linha de chegada (22).

Agora, a Fórmula 1 viverá aqueles três semanas de folga e volta no domingo do Dia das Mães, com a corrida na Turquia. Até lá, Vettel segue líder com 68 pontos, Hamilton tem 47 e Button aparece com 38.


Classificação Oficial – GP da Malásia

09/04/2011

Vettel marcou a pole por 1 décimo de segundo. Hamilton acabava de marcar seu tempo, o primeiro a marcar menos de 1’35″, quando o alemão completou sua volta e cravou a pole. A grande maioria dos carros (6) fez apenas uma volta rápida (economia de pneu dá nisso).

Resultado do Q3: 1) Vettel, 2) Hamilton, 3)Webber, 4) Button, 5)Alonso, 6)Heidfeld, 7) Petrov, 8)Massa, 9)Kobayashi e 10)Rosberg

Recapitulando:

No Q1 tiveram que parar o treino  para retirar o pedaço do carro da STR de Buemi que saiu voando. Maldonado, Kovalainen, Trulli, Glock, D’Ambrosio, Liuzzi e Karthikeyan não passaram para Q2 mas pelo menos TODOS os 24 carros vão largar amanhã.

As vítimas do Q2 foram Schumacher, Buemi, Alguersuari, di Resta, Barrichello, Perez e Sutil. MSC estava tranquilamente na sua 10a posição quando Rosberg fechou sua volta e deu um chega pra lá no seu companheiro de equipe.

Agora é esperar pela corrida de amanhã, especular quanto os pneus vão durar nesta pista que é mais abrasiva e muito mais quente que na Austrália.

E antes que eu me esqueça: FELIZ ANIVERSARIO para Jacques Villeneuve que completa 40 anos hoje (afinal ele graças a ele eu conheci a Viviane, e consequentemente as outras F1 Girls)


Lançamento em DVD e Blu-Ray “Senna – o filme”, em Recife

04/04/2011

Para quem é de Recife e perdeu nos cinemas, hoje é uma boa chance de conferir trechos do documentário Senna, vencedor do festival Sundance no ano passado, que narra de forma emocionante os melhores momentos da carreira do tricampeão brasileiro. A Livraria Saraiva do Shopping Recife promove o lançamento oficial nesta segunda, a partir das 19h, no auditório da loja. Haverá exibição de cenas do filme (que indico para qualquer amante do automobilismo, não apenas para os admiradores do piloto, embora estes, como eu, devam ir às lágrimas), sorteio de brindes e um bate-papo.
Parte da renda da comercialização dos DVDs e Blu-Rays será revertida para os projetos educacionais do Instituto Ayrton Senna, que apoiou a realização do filme. A Saraiva conta ainda com vários outros produtos a respeito do piloto, como biografias e livros de fotografias. Uma ótima maneira de começar a semana e aproveitar a noite de segunda!


Classificação Oficial GP Austrália

29/03/2011

1.Sebastian Vettel (Red Bull-Renault) 1:29:30.259 – 58 voltas
2.Lewis Hamilton (McLaren-Mercedes) +22.297
3.Vitaly Petrov (Renault) +30.560
4.Fernando Alonso (Ferrari) +31.772
5.Mark Webber (Red Bull-Renault) +38.171
6.Jenson Button (McLaren-Mercedes) +54.300
7.Felipe Massa (Ferrari) +1 volta
8.Sébastian Buemi (Toro Rosso-Ferrari) +1 volta
9.Adrian Sutil (Force Índia-Mercedes) +1volta
10.Paul Di Resta (Force Índia-Mercedes) +1 volta
11.Jaime Alguersuari (Toro Rosso-Ferrari) +1 volta
12.Nick Heidfeld (Renault) +1 volta
13.Jarno Trulli (Lotus-Renault) +2 voltas
14.Jérome D’Ambrosio (Marussia Virgin-Cosworth) +3 voltas

Não completaram a prova:

Timo Glock (Marussia Virgin-Cosworth)
Rubens Barrichello (Williams-Cosworth)
Nico Rosberg (Mercedes)
Heikki Kovalainen (Lotus-Renault)
Michael Schumacher (Mercedes)
Pastor Maldonado (Williams-Cosworth)

Desclassificados:

Sergio Pérez (Sauber-Ferrari)
Kamui Kobayashi (Sauber-Ferrari)


Petrov faz história e Vettel vence GP da Austrália

27/03/2011

O final de semana do GP da Austrália teve um dono absoluto nas pistas: Sebastian Vettel. Apesar do sol forte deste domingo em Albert Park, não seria exagero dizer que o atual campeão do mundo sequer suou para garantir a primeira vitória da temporada e a 11ª de sua carreira. Quem esperava ver o alemão repetindo erros de corrida como tantos feitos ano passado deve ter se surpreendido com a prova impecável do alemão da Red Bull.

Impecável na largada e sem nunca ter sido ameaçado de fato pela liderança, Vettel venceu praticamente de ponta a ponta (só perdeu o primeiro lugar quando precisou parar nos boxes) e só apareceu na transmissão no começo do GP, quando de uma conversa sua com a equipe via radio e no final.

Atrás dele, o único que teve vida quase tão tranquila foi Lewis Hamilton. Excetuando a disputa pela sua posição ao apagar das luzes verdes, o inglês não ameaçou nem foi ameaçado e cruzou a linha de chegada em segundo mais de 22 segundos atrás de Vettel. O terceiro a receber a bandeira quadriculada foi Vitaly Petrov. Pela primeira vez, um russo subiu no pódio na história da Fórmula 1.

A boa corrida do piloto da Renault começou a aparecer já no início. Largando em sexto, pulou para 4º e por vezes assombrou Alonso, fazendo o espanhol relembrar o enredo do GP de Abu Dhabi de 2010. Assim como na prova que fechou a temporada do ano passado, na de abertura deste o bicampeão não conseguiu passar Petrov. A exceção ficou apenas por conta da volta onde o russo precisou fazer o pit stop.

Em entrevista, o espanhol garantiu não ter ficado chateado e que o fato de Petrov não lutar pelo título fez com que não se sentisse perturbado por ter sido batido pelo russo novamente (a explicação faz sentido, mas duvido que seja de um todo sincera).

O fato é que Alonso, a Ferrari e Felipe Massa não tiveram um bom final de semana e a corrida foi o reflexo disso. O brasileiro até fez uma prova melhor que o companheiro. Largou bem, ganhou três posições na primeira volta e ficou boa parte do GP australiano tentando defender a posição contra Jenson Button. O inglês, que havia reclamado de uma suposta manobra irregular de Massa no começo da prova e chegou a ser penalizado com um drive through por ultrapassagem por fora do traçado, levou a melhor somente a dez giros do fim. Na pista, Felipe cruzou em 9º lugar mas foi beneficiado pela desclassificação das duas Saubers e subiu pra 7ª colocação.

Rubens Barrichello teve uma corrida ainda pior. Logo depois da largada, acabou saindo da pista, porém conseguiu voltar. Na volta 22, o brasileiro forçou a ultrapassagem em Rosberg. Os dois bateram e o alemão abandonou de imediato a prova. Rubinho foi punido e abandonou a corrida na volta 48ª, quando estava na distante 15ª colocação.

A saída de Rosberg encerrou os trabalhos da Mercedes em Austrália. Michael Schumacher e Jaime Alguersuari bateram na largada. A ida aos boxes não resolveu o problema de ambos e o heptacampeão do mundo abandonou a prova quatro voltas antes de seu companheiro de equipe, Rosberg. Alguersuari seguiu até o final e terminou em 13º.

Ao fim da prova, todos ficaram com a sensação de que se há um favorito absoluto ao título este é Sebastian Vettel. E se continuar errando feio na saída dos boxes como fez hoje Mark Webber não poderá reclamar este ano do porquê ser o segundo piloto.

 


Vettel é pole sem dificuldades

26/03/2011

O atual campeão do mundo chiou uma barbaridade do trabalho que vai ter ao pilotar e apertar tantos botões ao mesmo tempo, mas parece que quem teve dificuldades mesmo foram os outros pilotos que participaram do primeiro treino oficial da Fórmula 1 em 2011. Realizada no circuito de Albert Park na madrugada deste sábado, a sessão de classificação mostrou superioridade impressionante do alemão da Red Bull.

Com o tempo de 1min23seg529, Vettel não só conquistou sua 16ª pole de sua carreira como foi o único na pista a correr abaixo de 1min24 e deixou para trás todos os seus concorrentes, inclusive seu companheiro de equipe. Mark Webber sequer conseguiu ficar na primeira fila. O piloto da casa é o terceiro colocado no grid , quase um segundo atrás do número 1 da RBR. Entre eles ficou Lewis Hamilton, com o tempo de 1min24seg307.

Jenson Button é o quarto colocado e fecha o quarteto dos primeiros colocados. A posição das McLarens surpreendeu, uma vez que a Ferrari pintava como aparentemente melhor que a equipe inglesa. Mas o melhor piloto da escuderia italiana só apareceu em quinto. Apesar de não ter corrido perigo de ficar de fora da sessão mais importante do treino, Fernando Alonso vai dividir a terceira fila com o russo Vitaly Petrov.

Felipe Massa, que só conseguiu passar do Q1, na última volta, ficou quase um segundo atrás do Príncipe das Astúrias e larga na oitava posição. Ao seu lado, na sétima colocação, Nico Rosberg mostrou que continua dando trabalho para Schumacher. O heptacampeão do mundo não passou do 11º lugar. A Sauber de Kamui Kobayashi e a Toro Rosso de Sebastien Buemi completam os dez primeiros lugares em 9º e 10º respectivamente.

Rubens Barrichello errou, rodou e ficou preso na caixa de brita. Assim, o brasileiro – vinha tendo um bom treino – vai largar apenas d0 17º posto. Vitantonio Liuzzi e Narain Karthikeyan não conseguiram ficar dentro dos 107%. Por isso, as Hispanias estão fora do GP da Australia deste domingo.

Confira abaixo o grid completo da prova de abertura do campeonato deste ano:

1  - Sebastian Vettel, 1min23seg529

2 – Lewis Hamilton, 1min24seg307

3 – Mark Webber, 1min24seg395

4 – Jenson Button, 1min24seg779

5 – Fernando Alonso, 1min24seg974

6 – Vitaly Petrov, 1min25seg247

7 – Nico Rosberg, 1min25seg421

8 – Felipe Massa, 1min25seg999

9 – Kamui Kobayashi, 1min25seg626

10 – Sebastien Buemi, 1min27seg066

11 – Michael Schumacher, 1min25seg971

12 – Jaime Alguersuari, 1min26seg103

13 – Sergio Pérez Mendoza, 1min26seg108

14 – Paul Di Resta, 1min26seg739

15 – Pastor Maldonado,1min26seg768

16 – Adrian Sutil, 1min31seg407

17 – Rubens Barrichello – sem tempo

18 – Nick Heidfeld, 1min27seg239

19 – Heikki Kovalainen, 1min29seg254

20 – Jarno Trulli, 1min29seg342

21 – Timo Glock, 1min29seg858

22 – Jérôme D’Ambrosio, 1min30seg822


20 anos de um GP Brasil inesquecível

24/03/2011
Cartaz GP Brasil 1991. Fonte: Stats F1

24 de março de 1991. Interlagos. 19º GP Brasil de Fórmula 1. Segunda corrida da temporada. Senna larga em 1º, Mansell é o 2º e Patrese, o 3º no grid. Autódromo lotado. Na cabeça da imensa torcida, o desejo de ver não só uma prova emocionante mas a vitória de um brasileiro. Para os fãs de Ayrton, mais precisamente, o primeiro triunfo dele em solo verde e amarelo. Uma ótima forma de comemorar o bicampeonato do ano anterior na primeira corrida no país depois do segundo título do piloto da McLaren.

 
Para começar bem, Senna tinha conquistado sua 54ª pole position no treino do sábado com o tempo de 1min16seg392 e ia largar do lugar que todos mais gostavam com o número 1 estapampado em seu carro. Na capital paulista, o dia de sol parecia prenunciar a festa. Mas foi a chuva quem garantiu a comemoração ao final das 71 voltas.
 
O drama que se formou no decorrer do GP Brasil de 1991 emocionou os fãs, mas até hoje tem gente que acredita que certas informações sobre a situação do carro do Senna não eram verdadeiras e que foram ditas para abrilhantar ainda mais seu feito.
 
Se você que está lendo esse post é um dos que não acreditam, tudo bem.
 
Para mim, tudo foi verdade e tornou aquele domingo um domingo especial para uma garota de 17 anos que já sonhava em fazer jornalismo pra escrever sobre esportes e em especial a Fórmula 1. Naquela época, eu não reclamava dos exageros do Galvão (até porque naquela mesma hora eu estava fazendo o resumo de um livro chamado Diálogo das Grandezas do Brasil e – acredite – isto sim era chato, não a, digamos, euforia do narrador).
 
Tudo fazia parte e parece ainda tão vivo na memória que parece ter acontecido ontem.
 
Senna conquistou seu último título naquele mesmo ano e já não está mais entre nós. Os dois outros campeões do mundo que estavam em Interlagos naquele dia (Piquet e Prost) voltaram a ter seus nomes associados à Fórmula 1 de formas distintas, mas não de lembras muito boas. Mansell foi campeão em 1992 e Mika Hakkinen, que disputou a quele GP Brasil, tornou-se companheiro de Senna na McLaren em 1993 e bicampeão pela mesma equipe em 1998 e 1999.
 
20 anos depois, cá estamos à espera do primeiro treino da temporada 2011.
Temporada que começa com dois brasileiros nas equipes principais, mas que não são favoritos a título.
 
Bons tempos aqueles não?
 
 

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