A 3a derrota da Red Bull

10/07/2011

A corrida prometia mais do mesmo, hegemonia da Red Bull, com a Ferrari tentando mostrar serviço e a McLaren dando trabalho. Isso foi quando Vettel e Alonso entraram nos boxes e…a história tomou outro rumo.

Com o erro da Red Bull, que colocou Vettel atrás de Alonso e de Hamilton, o piloto espanhol partiu em direção à 27a vitória de sua carreira (atrás apenas de M. Schumacher, Alain Prost, Ayrton Senna e Nigel Mansell).  Vettel tentou, a Red Bull tentou, mas a Ferrari acabou 20 segundos na frente.

A McLaren deve estar empacotando os motorhomes sem falar com ninguém.  Primeiro esquecem de assegurar um pneu de Button e depois Hamilton teve que administrar o combustível. Não que Button estivesse em posição de ganhar, porém era o único piloto além de Vettel com pontos em todas as corridas, e neste campeonato onde a Red Bull pontua sempre, deixar de marcar pontos não é uma boa idéia. Agora os dois pilotos da escuderia estão empatados com 109 pts cada.

Com a vitória, Alonso está a apenas 12 pontos de Webber, e 3 pontos na frente dos pilotos da McLaren. Vettel continua líder absoluto do campeonato já que pontuou em todas as corridas em 1o ou 2o lugar.

No fim de semana que se comemoram os 60 anos da primeira vitória da Ferrari,  Alonso conseguiu a vitória que a Ferrari tanto precisava para melhorar a moral. Na coletiva Alonso até agradeceu aos patrocinadores pela paciência, e até previu novas vitórias.

Não coloquemos os bois antes da carroça. Sim, a Ferrari ganhou, mas não foi 100% mérito próprio, e ainda tem muito chão pela frente antes deles estarem efetivamente no mesmo nível da Red Bull.

Menção  honrosa para o 7o lugar de Sergio Perez e para o Schumacher que conseguiu levar um stop and go, pelo toque no Kobayashi, e mesmo assim terminou na zona de pontos.


Chato, chato, chato

26/06/2011

Pois é, não se pode ganhar sempre (a não ser que você seja Vettel e a RBR). Depois dos divertidíssimos GPs de Monte Carlo e Montreal, a corrida de hoje em Valencia foi chata. Mas muito chata. Chata demais. Não consigo imaginar outra corrida tão modorrenta até o final da temporada, ainda que Vettel assegure o título, sei lá, em Monza. A chatice foi tão grande que, se descontarmos Michael Schumacher que, como disse a Gil, “bateu em sei lá quem e perdeu o bico do carro”, ninguém fez nada que merecesse que levantássemos a cabeça do travesseiro (a vítima do Dick Vigarista foi o pobre Petrov).

Espero sinceramente que tirem esse GP de mentirinha do calendário do ano que vem. Valencia me parece uma tentativa pra lá de frustrada de criar uma nova Monte Carlo, com sua paisagem deslumbrante e o azul do Mediterrâneo. Só que a corrida em Mônaco tem charme, estilo, tradição – fora que tem sempre um ou outro que entra com tudo no túnel e ou não sai, ou sai com o carro espatifado – e a de Valencia é entediante, artificial, cansativa. Ninguém abandonou a prova hoje; como assim? Hamilton não conseguiu jogar ninguém no muro? Liuzzi e Trulli não arrancaram aerofólios alheios? Só mesmo em Valencia.

A coisa foi tão séria que as F1 Girls tiveram dificuldades em dar seus votos para os melhores e os piores da prova. Para mim, houve apenas um destaque: Fernando Alonso, que perdeu momentaneamente a posição de largada para Felipe Massa mas deu o troco rapidamente e não se intimidou com o ritmo das RBRs, que lideravam. Na volta 21, ele finalmente ultrapassou (lindamente, a propósito) o australiano, e apesar de ter caído novamente para terceiro depois de trocar pneus, recuperou a posição a dez voltas do final e levou a Ferrari para o pódio, para delírio da torcida espanhola. Só de ter colocado a Ferrari entre as duas RBRs, (mapeamento de motor? que mapeamento de motor), o asturiano já merece os parabéns, mas fez uma corrida agressiva, e abriu uma vantagem de mais do dobro de pontos para Massa no campeonato.

Massa foi o Massa habitual: não fez nada digno de nota (ok, ele largou bem, mas foi logo neutralizado por Alonso). Os teóricos da conspiração podem espernear e dizer que a Ferrari sempre erra nos pitstops do pobre brasileirinho, bla bla bla, mas o fato é que ele tem a sina de Mark Webber: nasceu pra ser segundo piloto, e não tem como competir com Alonso. A situação na McLaren é diferente: Button e Hamilton são dois grandes pilotos de estilos distintos. Mas Webber e Massa não chegam nem perto do talento de Vettel e Alonso, por mais que certos comentaristas de TV afirmem o contrário (e nessas horas sinto uma saudade absurda da transmissão da BBC inglesa…). Barrichello continua perdido pelo meio do grid, coitado. A situação do Brasil na F1 é de dar pena. Não é de admirar que a F-Indy esteja atraindo mais atenção, com os já consagrados Helio Castro Neves e Tony Kanaan e a atração da presença de Bia Figueiredo.

Mas digresso. A próxima prova é em Silverstone, que sempre é interessante (tomei um dos maiores banhos de chuva da minha vida lá em 2008 e vivi um dos meus dias mais felizes), e a pergunta agora parece ser com quem vai ficar o vice-campeonato, porque baby Vettel tem nada menos que 77 pontos de vantagem para Jenson Button e parece tarde demais para Alonso reagir.

E só pra dar uma cutucada nos admiradores de Schumacher: Rosberg terminou em sétimo, e o Dick Vigarista dez posições atrás. Não está na hora dele largar o osso e ir cuidar dos filhos na Alemanha?

Classificação oficial:

1. Sebastian Vettel (ALE) – Red Bull – 1h39min36s169 (57 voltas)
2. Fernando Alonso (ESP) – Ferrari – +10s8
3. Mark Webber (AUS) – Red Bull – +27s2
4. Lewis Hamilton (ING) – McLaren – +46s1
5. Felipe Massa (BRA) – Ferrari – +51s7
6. Jenson Button (ING) – McLaren – +60s0
7. Nico Rosberg (ALE) – Mercedes – +98s0
8. Jaime Alguersuari (ESP) – Toro Rosso – a 1 volta
9. Adrian Sutil (ALE) – Force India – a 1 volta
10. Nick Heidfeld (ALE) – Renault – a 1 volta
11. Sergio Perez (MEX) – Sauber – a 1 volta
12. Rubens Barrichello (BRA) – Williams – a 1 volta
13. Sebastien Buemi (SUI) – Toro Rosso – a 1 volta
14. Paul di Resta (ESC) – Force India – a 1 volta
15. Vitaly Petrov (RUS) – Renault – a 1 volta
16. Kamui Kobayashi (JAP) – Sauber – a 1 volta
17. Michael Schumacher (ALE) – Mercedes – a 1 volta
18. Pastor Maldonado (VEN) – Williams – a 1 volta
19. Heikki Kovalainen (FIN) – Lotus – a 1 volta
20. Jarno Trulli (ITA) – Lotus – a 2 voltas
21. Timo Glock (ALE) – Virgin – a 2 voltas
22. Jerome D’Ambrosio (BEL) – Virgin – a 2 voltas
23. Vitantonio Liuzzi (ITA) – Hispania – a 3 voltas
24. Narain Karthikeyan (IND) – Hispania – a 3 voltas


Fangio – o centenário de um gênio

24/06/2011

Quase todo mundo que ama a Fórmula 1 deve ter um piloto que não viu, mas adoraria ter visto pilotar. Juan Manuel Fangio deve aparecer na lista de boa parte dos fãs da categoria. O argentino, que venceu cinco das nove temporadas que disputou, faria 100 anos neste dia de São João.

Um dos primeiros gênios do automobilismo, Fangio estava presente na primeira corrida de Fórmula 1 realizada em 13 de maio de 1950 e perdeu aquele campeonato por apenas três pontos para Giuseppe Farina. Um ano depois, o piloto – que já tinha 40 anos – conquistou o primeiro de seus cinco títulos.

Em 1952, com a saída da Alfa Romeo da Fórmula 1, Fangio não participou do campeonato. Em 1953, retornou e com sua Maserati era considerado um dos favoritos novamente para se tornar campeão, mas dessa vez inverteu as posições na tabela com Ascari e o vice de 1951 o deixou para trás.

Foi a última vez que o piloto perdia o campeonato até se retirar das pistas em 1958. De 1954 a 1957, ninguém foi páreo para o argentino. Tetracampeão de forma consecutiva, o piloto escreveu de vez seu nome na história não só da Fórmula 1 como do automobilismo internacional.

Em 51 Grandes Prêmios que participou, Fangio venceu 24 vezes e foi pole em 29 provas. Subiu ao pódio ao final de 35 corridas. Sua pior posição de largada foi justamente na última vez em que pilotou, no GP da França de 1958 (8º).

Foi campeão por quatro equipes diferentes: Maserati,  Alfa Romeo, Mercedes e Ferrari.  Possui uma média de 5,44 pontos por corrida de um total de 277,64 que marcou. Apenas Michael Schumacher tem mais títulos que ele, fato que só foi acontecer 46 anos depois de sua conquista.

Fangio é também o nono piloto com mais números de vitórias na história da Fórmula 1, à frente de campeões mundiais como Nelson Piquet, Damon Hill, Mika Hakkinen e Kimi Haikkonen. É o sexto em número de pole positions, perdendo apenas para Schumacher, Senna, Clark, Prost e Mansell. E é o oitavo em voltas mais rápidas.

E, apesar do que foi dito acima, nada parece ser suficiente para descrever a genialidade de Fangio, que faleceu no dia 17 de julho de 1995, em sua cidade natal em Buenos Aires. Tinha 85 anos na época.

Abaixo um pequeno vídeo de Fangio ao volante:

Ao mestre, com carinho das F1 Girls.


Pilotos da McLaren são protagonistas no GP do Canadá

12/06/2011

A promessa de chuva se concretizou e o GP do Canadá acabou começando sob o comando do Safety Car. Por quatro voltas, os pilotos desfilaram seu carro e precisaram adiar o ímpeto de tentar ultrapassar. Aparentemente, Hamilton não soube domar seu ânimo com a “liberação da pista”.  O inglês se envolveu em incidentes com Mark Webber logo após a largada – o australiano rodou, saiu da pista e foi parar lá pelo meio do pelotão -, Michael Schumacher  – que deixou o carro espalhar um pouco e fez o campeão de 2008 sair da pista – e, por fim, com Jenson Button. Contra o companheiro de equipe, o namorado de Nicole Scherzinger não só se deu mal como protagonizou uma das maiores tentativas de ultrapassagem estapafúrdias da história da Fórmula 1.

Ron Dennis, que investiu, bancou, apostou e vibrou com o talento de Hamilton, estava nos boxes da McLaren e – mesmo sem dizer nada – falou tudo ao balançar negativamente a cabeça, dar as costas e se afastar da tela que transmitia a corrida para a garagem da equipe inglesa. Que Hamilton é arrojado não há dúvida (aliás, particularmente torço bastante por ele), mas não dá para negar que hoje,  se estivéssemos no twitter, poderíamos escrever aqui que ele viveu um #pilotojaponesfeelings (e eu não estou aqui falando mal do Kobayashi, claro).

Mas se a McLaren se irritou com Hamilton, vibrou bastante com a performance fantástica de Button. O inglês calou os críticos (inclusive esta que vos escreve) ao vencer a prova na última volta. Um dos grandes destaques da corrida quando a chuva deu uma trégua e a pista começou a secar, Jenson se envolveu em outro acidente – que acabou resultando no abandono de Alonso, caiu para a 14ª colocação, mas depois da parada nos boxes para colocar pneus de pista seca, o inglês cravou volta mais rápida atrás de volta mais rápida. Seu tempo de 1min16seg956 na 69ª foi a mais veloz do GP canadense e marcou também o bote final do piloto da McLaren.

Após se livrar de Webber e Schumacher, Button partiu para cima de Vettel e o ultrapassou na 70ª das 70 voltas, graças a um erro do líder do campeonato. O lugar mais alto do pódio garantiu ao inglês a vice-liderança na temporada, 60 pontos atrás do próprio Vettel, e não só coroou uma tarde histórica na Fórmula 1 como ajudou a minar o domínio que imprimia um marasmo irritante na categoria em 2011.

Outros destaques – Quem também fez uma boa corrida de recuperação foi Mark Webber. Ofuscado por Vettel e aparentemente apático este ano, o australiano foi um dos pilotos que se deram bem com a retomada da prova após toda a interrupção ocasionada pela chuva. Conseguiu ultrapassar Schumacher após uma sucessão de erros de pilotagem no mesmo local da pista de Montreal e subiu ao pódio em 3º. Lugar que poderia ter sido ocupado Felipe Massa ou Kamui Kobayashi.

Os dois estavam em 3º e 2º, respectivamente, antes da bandeira vermelha na prova e se mantiveram por lá por um bom tempo no reinício da corrida. Massa chegou a ultrapassar o japonês na volta 35, mas perdeu a vice-liderança quase imediatamente. Na volta 51, ambos foram ultrapassados na mesma hora por Michael Schumacher e passaram a enfrentar problemas.

Massa perde o controle do carro, bate e precisa trocar o bico da Ferrari. Kobayashi erra e perde posições após se envolver em um incidente com Vitaly Petrov, que será julgado após a corrida. Curiosamente, a dupla volta a se encontrar literalmente nos últimos centímetros do GP do Canadá. Cruzam a linha de chegada lado a lado e Massa leva a melhor por questão de centímetros, terminando em 6º e o japonês em 7º, no último lance de uma corrida onde os fãs brasileiros foram privados de quase toda a sua retomada – e por que não dizer de quase suas melhores partes – por conta dos contratos da emissora com o futebol.

Se você desligou a TV ou foi curtir o Dia dos Namorados achando que as favas estavam contadas, confira aí embaixo como a prova terminou :

1 – Jenson Button*

2 – Sebastian Vettel

3 – Mark Webber

4 – Michael Schumacher

5 – Vitaly  Petrov

6 – Felipe Massa

7 – Kamui Kobayashi

8 – Jaime Alguersuari

9 – Rubens Barrichello

10 – Sebastien Buemi

11 – Nico Rosberg

12 – Pedro de La Rosa

13  – Vitantonio Liuzzi

14 – Jérôme D’Ambrosio

15 – Narain Karthikeyan

16 – Timo Glock

17 – Jarno Trulli

18 – Paul Di Resta

Abandonaram

19– Pastor Maldonado

20 – Nick Heidfeld

21 – Adrian Sutil

22 – Fernando Alonso

23 – Heikki Kovalainen

24 – Lewis Hamilton

* Jenson Button se envolveu em um acidente com Alonso, que será investigado após a corrida.


Montreal também vê pole de Vettel

11/06/2011

Ele bateu ontem, até esteve atrás em alguns momentos do treino, mas Sebastian Vettel acabou o treino de classificação de novo na frente e conquistou sua 21ª pole da carreira – a sexta em sete provas na temporada 2011. A maior alteração vista na sessão foram as duas Ferraris logo após o atual campeão do mundo. Alonso vai dividir a primeira fila com Vettel e Massa (em um ótimo treino) é o 3º, à frente de Mark Webber com a outra Red Bull – e aparentemente a anos luz dos rivais diretos.

Apesar do triunfo do piloto da RBR, da pole à oitava posição (Michael Schumacher), todos ficaram dentro da casa de um minuto e 13 segundos. Teriam as outras melhorado ou a Red Bull perdido “terreno”?

O Canadá sempre é palco de ótimas corridas e o muro dos campeões pode ser deciviso na prova do domingo do Dia dos Namorados amanhã, principalmente se a expectativa de chuva for confirmada e tivermos pista molhada.

O treino transcorreu sem acidentes e apenas uma rodada de Vitantonio Liuzzi no Q3 dividiu a atenção pela busca de melhores posições. Ao fim da primeira etapa, D’Ambrosio acabou sem conseguir ficar dentro dos 107% e está fora da corrida.

Q3 que viu a Toro Rosso de Jaime Alguersuari ficar por lá e por pouco não teve entre os pilotos do terceiro pelotão Rubens Barrichello. Em sua penúria, o brasileiro da Williams largará em 16º e se queixou de problema no aquecimento dos freios – seu companheiro de equipe é o 12º.

Culpa da pista?

Vejamos o que nos aguarda a prova a ser disputada no circuito Gilles Villeneuve.

Confira abaixo o grid completo:

1 – Sebastian Vettel, 1min13seg014

2 – Fernando Alonso, 1min13seg199

3 – Felipe Massa, 1min13seg217

4 – Mark Webber, 1min13seg429

5 – Lewis Hamilton, 1min13seg565

6 – Nico Rosberg, 1min13seg814

7 – Jenson Button, 1min13seg838

8 – Michael Schumacher, 1min13seg864

9 – Nick Heidfeld, 1min14seg062

10 – Vitaly Petrov, 1min14seg085

11 – Paul Di Resta, 1min14seg752

12 – Pastor Maldonado, 1min15seg043

13 – Kamui Kobayashi, 1min15seg285

14 – Adrian Sutil, 1min15seg287

15 – Sebastien Buemin, 1min15seg334

16 – Rubens Barrichello, 1min15seg361

17 – Pedro de la Rosa, 1min15seg587 (substituto de Perez)

18 – Jaime Alguersuari, 1min16seg294

19 – Jarno Trulli, 1min16seg745

20 – Heikki Kovalainen, 1min16seg786

21 – Vitantonio Liuzzi, 1min18seg424

22 – Timo Glock, 1min18seg537

23 – Narain Karthikeyan, 1min18seg574


A Melhor Corrida do Ano

29/05/2011

E não é que deu Vettel de novo? Quem apostava que as curvas estreitas das ruas de Monte Carlo poderiam acabar com o reinado do piloto alemão na temporada 2011 se deu bem mal. Vettel cravou a pole, fez uma boa largada, manteve a posição e dela praticamente não saiu. A briga foi boa entre os três primeiros colocados – Vettel, Button e Alonso – durante a maior parte da prova, até que uma lambança a seis voltas do final transformou o que seria um pega daqueles em uma chatice. Mas estou dando uma de Hamilton, e atropelando as coisas. Voltemos pro começo.

Alonso fez outra largada excelente e mandou Webber passear logo de saída. Vettel não se sentiu ameaçado logo de cara por Button, que parecia brigar com sua McLaren, mas deve ter ficado de orelha em pé quando lhe informaram que Alonso vinha atrás do inglês como um touro enfurecido. Mas tudo estava meio sonolento, até a quinta volta.

Porque foi então que Hamilton colocou as garrinhas de fora pela primeira vez na prova, e partiu pra cima de Schumacher. O ex-campeão mundial não aguentou muito a pressão (quem te viu, quem te vê…) e logo foi ultrapassado também por ninguém menos que… Rubens Barrichello! Que, a propósito, só fez isso mesmo na corrida. Talvez seja hora de tio Frank rever sua estratégia de contratação.

Mas digresso novamente. Dali em diante, começaram os pitstops. Button entrou primeiro, e em seguida foi a vez de Vettel e Webber… e a Red Bull teve seu dia de azar. A parada de Vettel durou quase sete segundos, a de Webber passou de doze. Aí, Button viu sua chance e pisou fundo. Na vigésima sexta volta, já eram mais de 25 segundos de vantagem para Vettel. Só que lá pela trigésima, o alemão começou a reagir, e quando Button fez o segundo pit, a McLaren previu uma nova troca e colocou os supermacios de novo. Voltou em segundo, mas estava na alça de mira de Fernando Alonso.

A corrida, que já estava boa, ficou melhor ainda quando Hamilton se engalfinhou com Felipe Massa no hairpin. Hamilton vinha como um alucinado, e Massa resolveu dar uma de difícil justamente ali, onde mal passa um carro. Os dois se tocaram (e foi uma manobra de corrida, não importa o que os narradores da TV achem), mas Massa se segurou. Só que Hamilton é Hamilton, e forçou de novo a ultrapassagem no túnel. Massa não se segurou dessa vez e foi com tudo no muro. Fim de prova pra ele.

E o safety car entrou na pista.

Alonso armou o bote ali. Foi pros boxes, colocou os pneus macios e sabia que eles durariam até o fim da prova. Como os de Button não iriam longe, era um pódio garantido. Vettel seguia feliz na liderança, mas sabia que tinha chumbo grosso vindo pelas suas costas.

E a briga entre os três foi bonita de assistir. Já seria em condições normais, porque eles são, junto a Hamilton, os melhores pilotos da F1 – o restante do grid nem chega perto. Mas estávamos em Mônaco. Guard-rail pra todo lado, pouquíssimos trechos retos, e naquela altura, borracha e pedaço de carro sujando a pista inteira. Tinha até gente apostando num engavetamento, que colocaria o troféu nas mãos de Kamui Kobayashi.

Só que a lambança aconteceu mesmo entre os retardatários. Quem se deu pior foi Vitaly Petrov, abalroado por… Hamilton, que tinha sido tocado por Alguersuari. O russo foi parar no hospital, com a perna machucada. Nada grave, mas ele precisou ser retirado da pista de ambulância e o safety car voltou.

Na volta 72, a surpresa: bandeira vermelha, por causa da entrada da ambulância na pista. Pneu novo pra todo mundo, o que causou uma celeuma enorme (pode? Não pode? Pode. Consta do regulamento, e apesar de parecer injusto, pode). Hamilton aproveitou e trocou o bico do carro, o que causou uma cena engraçada: dois mecânicos da McLaren atravessando o pitlane correndo, carregando a asa. Hamilton ainda teve a chance de aprontar mais uma e tirar Pastor Maldonado da prova. O pobre do venezuelano ia marcar suados pontinhos pra Williams, e… bem. Isso é a F1. E Mônaco. Quem não se lembra de Sutil em 2008?

Com a troca dos pneus, foi-se a chance de vermos um embate daqueles na pista. Mas como a corrida antes da volta 72 tinha sido sensacional, ficamos no lucro. No final das contas, Lewis levou uma punição de 20 segundos por conta do empurrão em Massa, o que não lhe prejudicou na classificação final. Vettel ganhou mais uma, e ainda deu um banho de champagne num pobre Guarda Real de Mônaco, que, vamos aplaudir, se manteve impassível.

Conclusões? Vettel está pilotando cada vez melhor, e é só olhar pra Webber para saber que um carro vencedor faz a diferença, mas o braço do piloto ainda é decisivo (e eu não ia falar sobre Alonso e Massa, mas…). Schumacher deveria ir brincar de kart com os filhos na Alemanha e dar lugar a algum piloto jovem e talentoso (assim como Barrichello). E quanto a Mônaco, quem ainda insiste em dizer que é uma corrida chata, assista ao VT e reveja seus conceitos.

Daqui a duas semanas tem motor roncando no circuito Gilles Villeneuve. Um dos meus favoritos. Mal posso esperar =)

Classificação Oficial do GP de Mônaco 2011

1. Sebastian Vettel (ALE) – Red Bull – 2h09min38s373 (78 voltas)
2. Fernando Alonso (ESP) – Ferrari – +1s1
3. Jenson Button (ING) – McLaren – +2s3
4. Mark Webber (AUS) – Red Bull – +23s1
5. Kamui Kobayashi (JAP) – Sauber – +26s9
6. Lewis Hamilton (ING) – McLaren – +27s2
7. Adrian Sutil (ALE) – Force India – a 1 volta
8. Nick Heidfeld (ALE) – Renault – a 1 volta
9. Rubens Barrichello (BRA) – Williams – a 1 volta
10. Sebastien Buemi (SUI) – Toro Rosso – a 1 volta
11. Nico Rosberg (ALE) – Mercedes – a 2 voltas
12. Paul di Resta (ESC) – Force India – a 2 voltas
13. Jarno Trulli (ITA) – Lotus – a 2 voltas
14. Heikki Kovalainen (FIN) – Lotus – a 2 voltas
15. Jerome D’Ambrosio (BEL) – Virgin – a 3 voltas
16. Vitantonio Liuzzi (ITA) – Hispania – a 3 voltas
17. Narain Karthikeyan (IND) – Hispania – a 4 voltas


Quando uma regrinha bota tudo a perder

29/05/2011

Já já vem o post com  o resumo da corrida, mas eu tinha que vir e dar os meus “two cents” nessa imbelicidade da FIA ter no regulamento  troca de pneus autorizada durante a bandeira vermelha!

como puderam fazer isso?!?! com essa regra mudaram totalmente o resultado da corrida (uma corrida espetacular! com direito a Mad Lewis, Super Kobayashi e El Toro Alonso), corrida que terminou com gosto amargo, com todos criticando.

6 voltas com os pneus desgastados seriam totalmente diferentes!! eu quero comparar esse final de corrida com uma outra coisa, mas sou moça comportada e não vou por a minha comparação por escrito.

Íncrivel como mais uma vez a corrida se faz na pista e se desfaz nas mãos dos que a controlam,


Acidente com Perez no Q3 define grid em Mônaco

28/05/2011

Sebastian Vettel conseguiu mais uma pole na carreira. Desta vez, no entanto, não só a superioridade da Red B e o talento do atual campeão do mundo ajudaram o alemão a conquistar sua 20ª pole. O acidente sofrido por Sergio Perez não só interrompeu a sessão faltando dois minutos e quarenta e seis segundos como também acabou ajudando a garantir o primeiro lugar do grid do piloto da RBR.

A batida de Perez lembrou o acidente de Nico Rosberg no último treino livre da manhã deste sábado nas ruas do Principado, porém com menos sorte pro mexicano, que ficou inconsciente por algum tempo e demorou a ser retirado do carro por conta dos procedimentos de segurança da equipe médica. As notícias mais recentes dão  conta de que Perez passa bem, mas sua presença no GP de Mônaco amanhã ainda era incerta até a hora da publicação deste post.

Quando a pista foi liberada novamente, apenas Hamilton conseguiu melhorar seu tempo – e mesmo assim da 8ª para a 7ª colocação. Melhor para Vettel, que larga na frente, e para Button, que divide a primeira fila com o alemão. Webber e Alonso são os 3º e 4º colocados respectivamente. Outro alemão que se deu bem com a batida de Perez foi Michael Schumacher. O heptacampeão conseguiu a 5ª colocação e terá ao seu lado o brasileiro Felipe Massa.

Festa mesmo é para a Williams! O colombiano Pastor Maldonado largará logo atrás de Rosberg, na 9ª posição. Rubens Barrichello aparece com o outro carro da equipe em 12º .  E, apesar de não terem tempo, as duas Hispanias têm autorização para alinhar no grid.

Confira a posição de cada piloto abaixo:

1 – Sebastian Vettel

2 – Jenson Button

3 – Mark Webber

4 – Fernando Alonso

5 – Michael Schumacher

6 – Felipe Massa

7 – Lewis Hamilton

8 – Nico Rosberg

9 – Pastor Maldonado

10 – Sebastian Perez (se for liberado para competir)

11 – Vitaly Petrov

12 – Rubens Barrichello

13 – Kamui Kobayashi

14 – Paul Di Resta

15 – Adrian Sutil

16 – Nick Heidfeld

17 – Sebastien Buemi

18 – Heikki Kovalainen

19 – Jarno Trulli

20 – Jaime Alguersuari

21 – Timo Glock

22 – Jerome D’Ambrosio

23 – Vitantonio Liuzzi

24 – Narain Karthikeyan

 

*** Grid atualizado ***

1 – Sebastian Vettel (ALE/RBR-Renault) – 1m13s556
2 – Jenson Button (ING/McLaren-Mercedes) – 1m14s997
3 – Mark Webber (AUS/RBR-Renault) – 1m14s019
4 – Fernando Alonso (ESP/Ferrari) – 1m14s483
5 – Michael Schumacher (ALE/Mercedes) – 1m14s682
6 – Felipe Massa (BRA/Ferrari) – 1m14s877
7 – Nico Rosberg (ALE/Mercedes) – 1m15s766
8 – Pastor Maldonado (VEN/Williams-Cosworth) – 1m16s528
9 – Lewis Hamilton (ING/McLaren-Mercedes) – punido
10 – Vitaly Petrov (RUS/Renault-Lotus) – 1m15s815
11 – Rubens Barrichello (BRA/Williams-Cosworth) – 1m15s826
12 – Kamui Kobayashi (JAP/Sauber-Ferrari) – 1m15s973
13 – Paul di Resta (ESC/Force India-Mercedes) – 1m16s118
14 – Adrian Sutil (ALE/Force India-Mercedes) – 1m16s121
15 – Nick Heidfeld (ALE/Renault-Lotus) – 1m16s214
16 – Sebastien Buemi (SUI/STR-Ferrari) – 1m16s300
17 – Heikki Kovalainen (FIN/Lotus-Renault) – 1m17s343
18 – Jarno Trulli (ITA/Lotus-Renault) – 1m17s381
19 – Jaime Alguersuari (ESP/STR-Ferrari) – 1m17s820
20 – Timo Glock (ALE/MVR-Cosworth) – 1m17s914
21 – Jerome D’Ambrosio (BEL/MVR-Cosworth) – 1m18s736
22 – Narain Karthikeyan (IND/Hispania-Cosworth) – sem tempo
23 – Vitantonio Liuzzi (ITA/Hispania-Cosworth) – sem tempo

Não corre:
Sergio Pérez (MEX/Sauber-Ferrari) – acidente


Vettel vence mais uma e abre 41 pontos de vantagem

22/05/2011

Sebastian Vettel conseguiu mais uma vitória na temporada 2011 da Fórmula 1, mas deve estar até agora pensando como foi que Fernando Alonso conseguiu ultrapassa-lo na largada vindo do 4º lugar. O espanhol mostrou toda sua genialidade ao deixar pra trás Hamilton, Webber e Vettel e calou os críticos que debocharam de sua comemoração pela posição no alcançada no treino de classificação para o GP da Espanha. A resposta ele mostrou na pista do circuito de Barcelona.

Mas o que Alonso conseguiu no braço, sua Ferrari e os pneus de seu carro trataram de tirá-lo pela briga por um lugar no pódio. Acabou em 5º, atrás de um Webber aparentemente incapaz de lidar com a superioridade notória da Red Bull – superioridade esta que se mostrou fundamental para a 14ª vitória da carreira de Vettel. Que o atual campeão do mundo tem talento ninguém tem dúvidas, mas a Red Bull tem parecido um relógio suíço programado para funcionar sem atrasos ou qualquer outro tipo de falha – o que ajuda qualquer um que tenha braço e cabeça de vencedor (o que Webber parece definitivamente não ter).

Pelo menos, neste domingo, o alemão da Red Bull não teve uma vida tão fácil quanto nas outras corridas. Depois que Alonso foi superado, a preocupação de Vettel foram as duas McLarens. Nada que talvez o tenha preocupado de verdade, mas o suficiente para deixá-lo atento ao espelho retrovisor às vezes.

Hamilton e Button terminaram em 2º e 3º respectivamente depois de protagonizarem alguns bons pegas na pista. Seus fãs chegaram até a imaginar que poderia haver uma vitória da McLaren, mas sempre que o duelo (ou quase isso) era com Vettel, notava-se que vontade apenas não é suficiente para conquistar o que se quer.

Que o diga Felipe Massa! Todos sabem que qualquer piloto quer vencer, quer chegar na frente, quer fazer uma boa corrida. Fãs e detratores hoje (ao menos aqueles com juízo e visão de corrida) devem ter tido a mesma opinião: o homem está andando de ré e – vá lá – apesar dos erros da Ferrari durante suas paradas nos boxes, o brasileiro deu vexame hoje de novo. Desde a largada, quando perdeu posições, até a 58ª volta, quando precisou abandonar a prova. É claro que ele não tem o mesmo equipamento de Alonso e que a equipe prefere o outro, que já é campeão do mundo – nada mais natural, mas como diz aquele narrador famoso “a peça que fica entre o assento e o volante” pode atrapalhar ou ajudar numa corrida.  A gente já viu essa sequência de, digamos, “infortúnios” acontecer. Também na Ferrari, mas com um outro brasileiro. Se antes era culpa do piloto, o que pensar do que acontece agora então?

Por falar no outro piloto brasileiro, Rubens Barrichello penou. Penou muito. Penou demais. Preso no pelotão de trás com sua Williams, o máximo que conseguiu foi ficar por três míseras voltas na insignificante 16ª volta. Acabou em 17º deixando aquela velha sensação de que tanto ele quanto a equipe poderiam tirar ao menos um ano sabático, tentar buscar algo melhor e evitar tamanhos vexames consecutivos.

A próxima corrida já é semana que vem, em Mônaco. Que tenha a tensão vivida hoje na Espanha, mas com resultados que ajudem a botar fogo no campeonato. Não literalmente, viu, Heidfeld?


Webber quebra sequência de poles de Vettel

21/05/2011

Pela primeira vez em 2011, e desde o GP de Abu Dhabi, Sebastian Vettel não foi o mais rápido no treino de classificação e não vai largar da pole position. Mark Webber foi o dono do melhor tempo em Barcelona e será o 1º amanhã no grid do GP da Espanha. A pouca diferença entre o seu tempo e aquele que garantiu a dobradinha da Red Bull na pista para este domingo mostra, no entanto, que o australiano parece ter voltado pra briga neste final de semana em solo espanhol.

Hamilton, em 3º, não foi páreo para nenhum dos dois e a superioridade da dupla da Red Bull é tanta que Alonso, acreditem, comemorou o 4º lugar!!! Felipe Massa conseguiu empurrar sua Ferrari para a oitava colocação, à frente de Maldonado e Schumacher. O alemão, aliás, sequer saiu pra pista no Q3. Ao que tudo indica, preferiu poupar os pneus e é o 10º no grid.

O Q2 também não foi fácil para Felipe Massa. Por pouco, o piloto da Ferrari não conseguia manter sua vaga entre os 10 primeiros. Nesta etapa, Vettel e Webber mostraram que a Red Bull tinha guardado o jogo no Q1 e fizeram os dois melhores tempos, com 1min21seg540 e 1min21seg773 respectivamente. As McLarens também mostraram a cara e fizeram o 3º e 4º melhores tempos. Rosberg e Schumacher foram o 5º e 6º. Maldonado, que não tinha tempo há pouco mais de um minuto do fim desta etapa do treino também conseguiu sua vaga pro Q3 .

Rubens Barrichello penou mais uma vez com problemas na Williams (desta vez, foi o câmbio) e vai largar da 19ª posição. Pelo Q1 também quase ficou Felipe Massa, mas o brasileiro conseguiu uma volta boa no final desta etapa do treino e se safou. O Q1 ainda teve Michael Schumacher com o melhor tempo, seguido de Vitaly Petrov e Pastor Maldonado!!! Quem parece ter saído no lucro mesmo nessa fase foi Nick Heidfeld, cujo carro não conseguiu ser acertado para a classificação após os, digamos, problemas com fogo, que ele teve no último treino livre um pouco mais cedo neste sábado. Isto porque o limite dos 107%, 1min28seg767, foi um pouco maior que aquele feito por D’Ambrosio – o último piloto a marcar tempo no Q1 (1min28seg556). Com isso, Heidfeld vai largar do último lugar, sem nenhuma bolha pelo corpo.

1 – Mark Webber – 1min20seg981

2 – S. Vettel – 1min21seg181

3 – L. Hamilton – 1min21seg961

4 – F. Alonso – 1min21seg964

5 – J. Button – 1min21seg996

6 – V. Petrov – 1min22seg471

7 – N. Rosberg – 1min22seg599

8 – F. Massa – 1min22seg888

9 – P. Maldonado – 1min22seg952

10 – M. Schumacher – sem tempo

11 – S. Buemi – 1min23seg231

12 – S. Perez – 1min23seg367

13 – J. Alguersuari – 1min23seg694

14 – K. Kobayashi – 1min23seg702

15 – H. Kovalainen – 1min25seg403

16 – P. de Resta – 1min26seg126

17 – A. Sutil – 1min26seg571

18 – J. Trulli – 1min26seg521

19 – R. Barrichello – 1min26seg910

20 – T. Glock – 1min27seg315

21 – V. Liuzzi – 1min27seg809

22 – N. Karthikeyan – 1min27seg908

23 – J. D’Ambrosio – 1min28seg556

24 – N.Heidfeld – sem tempo


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