Vettel vence (finalmente!)

04/04/2010

A chuva esperada não veio, mas nem por isso a corrida de hoje na Malásia foi tão enfadonha como em edições anteriores, sejamos sinceros. O fato de o grid está meio invertido ajudou bastante no combate ao marasmo tradicional de Sepang. Com Hamilton, Massa, Button e Alonso largando nas últimas posições, as ultrapassagens se multiplicaram já ao apagar das luzes verdes. A corrida não foi “estranha” só por causa disso.

Red Bull e Hispania conseguiram, finalmente, terminar a prova com os dois carros. Apesar de estarem em extremos, não deixa de ser um progresso. A 15ª e a 16ª posições de Chandhok e Bruno Senna respectivamente deve ter sido tão (ou quase tanto) comemorada com a dobradinha no pódio com Vettel em 1º e Webber em 2º. Rosberg marcou sua presença na festa da champanhe ao chegar em 3º enquanto seu companheiro de equipe abandonou a prova na 10ª volta com problemas no carro (pausa para mais gargalhadas minhas e para a nossa famosa faixa).

Por falar em piloto que começou a correr na Fórmula 1 nos anos 90, Barrichello ficou com o carro parado na largada e cruzou em 17º a primeira volta. Lá pelas tantas ainda foi ultrapassado por Buemi e acabou a corrida em 12º lugar. Essa foi alguma das diversas ultrapassagens que ocorreram no GP da Malásia. Petrov x Hamilton, Alguersuari x Hulkenberg, Sutil x Hamilton, Alonso x Button, Massa x Button protagonizaram bons momentos durante a prova.

E duas decidiram a posição atual do campeonato. Massa passou Button na 44ª volta e Button aproveitou o problema no carro de Alonso para ganhar um posto. O espanhol, último a fazer o pit stop (com 37 voltas) não merecia abandonar com problemas no motor depois de ter lutado tanto contra o defeito na caixa de marchas, mas a sua saída acabou resultando na liderança de Massa no Mundial de Pilotos, com 39 pontos. Vettel e Alonso dividem o segundo lugar com 37, Button e Rosberg têm 35, enquanto Hamilton tem 31 e Kubica, 30.

O polonês, aliás, fez outra boa corrida e levou sua Renault para a 4ª colocação. Outro que fez uma boa prova foi o alemão Adrian Sutil, o 5º, mostrando cada vez mais a evolução significativa da Force India. Alguersuari também mostrou qualidade quando disputava posição e terminou em 9º com a Toro Rosso.

Milagre?

Se não acredita, veja com seus próprios olhos:


Quanto custa assistir o GP da Malásia in loco?

03/04/2010

Você, sentado no sofá ou na cama da sua casa, diante da TV para acompanhar o GP da Malásia deve pensar o quão, muitas vezes, essa corrida é chata, não é? Nós também! Daí, fomos pesquisar quanto alguém paga para conferir o tradicional marasmo da prova em Sepang lá mesmo. O que a gente percebe é que o cuidado que não tiveram em criar um circuito que nos dê emoção eles têm com quem vai para o circuito.

No site oficial, o fã de Fórmula 1 que estiver pensando em comparecer ao GP da Malásia vai encontrar desde informações sobre a venda dos ingressos até dicas de hospedagem, de transporte, alimentação e entretenimento durante o final de semana da corrida – isto sem falar no calendário anual da pista de Sepang e das outras oito modalidades que usam o circuito ao longo deste ano.

Além disso, a organização disponibiliza um Guia Oficial para quem vai ao circuito, que pode ser impresso pelo próprio site:  e um Kit de Sobrevivência da F1, que contém informações mais detalhadas para o público.

Mas falemos dos ingressos. Os mais caros custam 2.600,00 ringgits ou 797,55 dólares e dão direito a um assento numerado em frente à largada durante os 3 dias do Grande Prêmio, além de transfer, uma mini TV e acesso ao show pós-corrida – que, neste ano, será inclui uma apresentação de Fatboy Slim. Quem quiser ficar sentado do meio do grid para trás paga 1,700.00 ringgits ou 521,47 dólares e também ganha o mesmo que o pessoal que ficará em frente à largada.

Ficar em frente aos boxes e ainda ganhar uma entrada para o concerto também custa 1,700.00 ringgits ou 521,47 dólares. Se optar por ficar nestes mesmos setores porém em assentos nas fileiras de baixo, há uma redução que varia entre 46% e 70% no preço dos tickets. Para ficar dois dias (sábado e domingo) nas arquibancadas cobertas localizadas em pontos em frente a algumas curvas do miolo do circuito o preço é um só: 700.00 ringgits ou 214,72 dólares, sempre com assentos marcados.

Os valores mais acessíveis são para quem vai assistir à prova nos “morrinhos” existentes no circuito. Naqueles que são cobertos, a entrada custa 200 ringgits ou 61,35 dólares. “A céu aberto”, este valor cai pela metade, ou seja, 100 ringgits (30,67 dólares). Já quem quiser curtir o show do Fatboy Slim e não tiver ingresso paga 250,00 ringgits ou 76,69 dólares. Quem tiver entrada para a o GP da Malásia paga 100 ringgits (30,67 dólares).

Para facilitar a vida de quem quer comprar ingressos pro GP, a organização ainda disponibiliza pagamento via paypal.

Todos os valores mencionados nesse texto foram baseados no resultado da conversão do site do Banco Central do Brasil, cuja cotação foi realizada no dia 03 de abril de 2010.


Chuva é atração principal e Webber é pole

03/04/2010

São Pedro colaborou e o treino para o GP da Malásia não padeceu do marasmo tradicional. Webber conquistou a pole position, que esteve nas mãos de Adrian Sutil até quase o final da sessão. Também no finalzinho, Rosberg recuperou-se, botou tempo no companheiro de equipe de novo (tá conseguindo ouvir minhas gargalhadas nesta hora?) e é o segundo no grid amanhã. Barrichello foi o piloto brasileiro que teve melhor desempenho/sorte/resultado e terminou em sétimo lugar o treino, uma posição à frente de Schumacher (mais sonoras gargalhadas).

Vettel larga em 3º, Sutil é o 4º, Hulkenberg é o 5º, Kubica larga em 6º (depois de protagonizar uma cena inusitada e nada esportiva na saída dos boxes do Q3), Kobayashi é o 9º e Liuzzi, o 10º.

Não viu o treino e está se perguntando onde estão os pilotos da McLaren e da Ferrari?

Simples: uma escolha errada de pneus já no início do treino e os pilotos pagaram pelo equívoco da equipe (e deles, por que não?). Felipe Massa é o 21º do grid, tendo ficado apenas com um tempo melhor que as duas Hispanias e da Virgin de Lucas di Grassi. Alonso e Hamilton dividem a 10ª fila, sendo o espanhol o 19º colocado e o inglês, o 20º.

Button só se safou e pulou do Q1 pro Q2 porque tinha marcado um tempo melhor antes de ficar preso na brita (ou é areia?) depois de uma escapada na escorregadia pista de Sepang. Ainda assim, não passou do 17º lugar.

Pior que a situação patética de duas das mais tradicionais equipes da Fórmula 1, só mesmo a manobra de Robert Kubica nos boxes no início do Q3. O polonês resolveu fazer fila dupla e ultrapassou os pilotos que estavam à sua frente na fila, saindo, dessa forma, primeiro. “Coincidentemente”, a FIA determinou bandeira vermelha no treino enquanto o piloto da Renault fazia sua volta e a sessão foi paralisada por, aproximadamente, cinco minutos.

Confira aí como ficou o grid para o GP da Malásia:

Mark Webber – 1min49seg327

Nico Rosberg – 1min50seg673 (que diferença, hein?)

Sebastian Vettel – 1min50seg789

Adrian Sutil – 1min50seg914

Nico Hulkenberg – 1min51seg001

Robert Kubica – 1min51seg051

Rubens Barrichello – 1min51seg511

Michael Schumacher – - 1min51seg717

Kamui Kobayashi – 1min51seg767

Vitantonio Liuzzi – 1min52seg254

Vitaly Petrov – 1min48seg760

Pedro de la Rosa – 1min48seg771

Sebastien Buemi – - 1min49seg207

Jaime Alguersuari – 1min49seg464

Heikki Kovalainen – 1min52seg270

Timo Glock – 1min52seg520

Jenson Button – 1min52seg211

Jarno Trulli – 1min52seg884

Fernando Alonso – 1min53seg044

Lewis Hamilton – 1min53seg050

Felipe Massa – 1min53seg283

Karun Chandhok – 1min56seg299

Bruno Senna – 1min57seg269

Lucas di Grassi – 1min59seg977


Pede pra sair, Schumi!

06/04/2009

As coisas realmente andam feias lá pras bandas de Maranello. Depois da declaração de Felipe Massa – geralmente discreto, o brasileiro soltou um enfurecido “A equipe não pode ter sido incrível no ano passado, e, depois, estúpida” em entrevista disponível no site Tazio – e do mea culpa de Stefano Domenicali, que disse que “o que aconteceu agora não pode se repetir”, a bomba foi estourar, quem diria, nas mãos do consultor técnico Michael Schumacher. De acordo com o jornal alemão Bild, foi o heptacampeão quem tomou a estapafúrdia decisão de colocar pneus de chuva no carro de Kimi Raikkonen muito antes da tempestade se abater sobre o circuito de Sepang.

Fugindo da raia, Schumacher se limitou a comentar que “não gostaria de comentar sobre o assunto, que é um problema interno da equipe”. Mas será interessante observar o paddock da China – já há rumores de demissão do ex-piloto, que estaria, imaginem só, conversando com o ex-chefe Ross Brawn sobre uma possível mudança de time. Jenson Button, o líder disparado do campeonato, soltou uma pérola de ironia britânica ao declarar, segundo o site Planet F1, que “não precisamos de ajuda de outro piloto. Todos nós sabemos como vencer corridas (…). Estamos por aqui há tempo suficiente para saber o que é preciso para vencer. Se ele estivesse aqui todos os finais de semana tentando nos dizer o que fazer, não adiantaria, porque fazemos as coisas de modo diferente e cada um tem que encontrar seu caminho”.

Além da confusão entre a diretoria da Ferrari, os engenheiros também estão tendo dores de cabeça – ainda segundo o Planet F1, o sistema KERS da equipe, considerado o ponto forte do novo projeto, parece estar prejudicando o desempenho do carro porque reduz significativamente o tamanho do tanque de combustível e causa problemas de equilíbrio, além de desgastar os pneus mais rapidamente por causa do peso extra. Felipe Massa defendeu o KERS dizendo que conseguiu pular de 16º para 12º na Malásia, mas ainda assim ficou fora da zona de pontuação (como Raikkonen) e a equipe ainda está a zero em 2009.

Acho que as próximas duas semanas vão ser bem interessantes…


“Que corrida maluca!”*

05/04/2009

Como são as coisas, não é? Há pouco mais de um mês, Jenson Button estava praticamente desempregado, pensando em conseguir patrocínio pra disputar provas de triatlo (o hobby do piloto britânico). Hoje, ao vencer a segunda prova em duas semanas, sua expressão ao sair do carro e abraçar os mecânicos era um misto de alívio, incredulidade (ainda) e alegria. Enquanto a recém-nascida Brawn GP comemora, as todas-poderosas de 2008, McLaren e Ferrari, amargam um péssimo início de temporada, marcado por pilotos insatisfeitos (por vários motivos), decisões equivocadas e a constatação de que seus carros têm sérios problemas de projeto.

Fato: Kovalainen é um zero à esquerda, e não é de hoje. A McLaren, neste momento, disputa o campeonato com apenas um carro, e não adianta nada Lewis Hamilton fazer o que pode e o que não pode na pista se a própria equipe lhe sabota. Fato: a Ferrari precisa entender que não detém mais a supremacia e que trapalhadas como a cometida nos treinos classificatórios de sábado podem lhe custar muito caro. Como é que pode uma equipe de ponta simplesmente assumir que o tempo era suficiente e desprezar totalmente as adversárias? Fato: pilotos que até o ano passado não passavam do meio do grid (a menos que as circunstâncias fossem totalmente inesperadas), como Rosberg, Vettel e Glock, agora despontam como revelações.

Sinceramente? A F1 é muito mais divertida assim. Acabou o marasmo das madrugadas em que passávamos voltas e mais voltas sem ver uma mudança sequer na classificação. As 31 voltas completadas do GP da Malásia foram tudo, menos entediantes. Cheguei a perder a conta de quantas vezes Jenson Button tinha trocado os pneus (e permanecido na frente!), e em vários momentos me vi pensando “ei, espere, como esse cara foi parar aí?”, como quando Hamilton apareceu em sexto. E a maluquice da FIA de marcar a corrida para um fim de tarde na Ásia, em plena temporada de monções, só podia dar no que deu: o circuito de Sepang foi inundado por um verdadeiro pé-d’água que fez Interlagos 2003, quando eu e a Gil quase morremos afogadas na arquibancada, parecer uma garoinha.

Mas vamos ao que interessa: Button largou mal, perdendo três posições, e quem pulou na frente foi Nico Rosberg (e como é bom ver a Williams disputando a liderança de um GP novamente!). Já Barrichello, que tinha se classificado em quarto e largado em oitavo (foi punido por trocar a caixa de marchas) compensou o erro da semana passada com um belo começo de corrida, subindo para quinto. Já na largada, nuvens negras no horizonte anunciavam o que estava por vir: o caos.

Quem definiu melhor a situação que os pilotos enfrentaram na pista de Sepang foi Sebastien Bourdais, pelo rádio: “undriveable, undriveable” (em tradução livre, “indirigível”). Depois da vigésima-quarta volta, a confusão era geral. A Ferrari tinha feito uma bobagem incrível, colocando pneus de chuva no carro de Kimi Raikkonen muito antes do temporal apertar, o que destruiu a corrida do finlandês – seis voltas depois, ele estava no aro. Domenicali não dorme hoje.

Nesse ponto da prova, a maioria das equipes tinha apostado em pneus intermediários, mas a chuva ficou ainda pior e todo mundo precisou entrar nos boxes de novo. Quando tentaram sair, a maioria aquaplanou. A direção de prova mandou o safety car entrar, mas não adiantou mais – ninguém enxergava nada, e até mesmo pela TV o que se via eram apenas as luzes vermelhas nas traseiras dos carros.

Prova interrompida na 33ª volta (apenas 31 foram computadas), e uma longa espera (que os espectadores mais experientes já sabiam onde ia acabar, apesar de vários pilotos continuarem esperando nos carros) marcada pelas diligências de Mark Webber, um dos nomes mais ativos da Associação dos Pilotos, que conversava com os companheiros, buscando apoio para terminar a prova de vez. Negocia de lá, conversa de cá, mais de 40 minutos se passaram e a chuva diminuiu bastante – mas àquela altura, o problema era a falta de visibilidade na pista: já eram quase sete da noite na Malásia. Resultado: como a corrida parou antes de atingir os dois terços, os pilotos levaram a metade dos pontos (o que pode parecer prejuízo para a Brawn, mas já pensaram se Button volta à pista e enfia o carro em um muro?).

A situação atual, com duas provas disputadas: Brawn GP, 25 pontos. McLaren, 1 ponto. Ferrari, zero. O que levou Felipe Massa a chamar a equipe de “estúpida” em entrevista, e Lewis Hamilton a chegar quase às lágrimas em coletiva, desculpando-se por mais uma jogada espertinha da McLaren.

A classificação final ficou assim:

1. Jenson Button
2. Nick Heidfeld
3. Timo Glock
4. Jarno Trulli
5. Rubens Barrichello
6. Mark Webber
7. Lewis Hamilton
8. Nico Rosberg

Daqui a duas semanas tem GP da China. Até lá!

* declaração de Jenson Button sobre o GP da Malásia


Sobre pilotos e Kimi Raikkonen

05/04/2009

Enquanto a V prepara um post sobre a corrida, deixem-me, por favor, falar sobre a atitude de Kimi Raikkonen quando a prova foi interrompida. Há muitos adjetivos para se definir um piloto. Arrojado, desastrado, rápido, lento, afobado, cauteloso. Sobre Kimi Raikkonen, outros adjetivos sempre foram mais comuns quando seu nome era associado e nem todos muito simpáticos. Eu confesso não ser fã dele, porém hoje ele mostrou aos demais que continuavam na pista ou nos boxes (mas com os macacões) que antes do piloto vem o homem e o admirei por isso.

De bermuda, boné, refrigerante e lanche na mão meio que disse aos outros que ele não precisava que a organização da prova ou até mesmo a equipe decidissem o que aconteceria para ele mesmo definir o que ele deveria fazer.

Tá certo que ele estava lá atrás quando a chuva apertou e bem longe da zona de pontuação tomar a decisão de sair aparentemente é mais fácil, principalmente depois da equipe ter colocado os pneus errados no carro dele. Contudo, a mim me pareceu a atitude de quem tem opinião própria e mais que isso: que sabe onde acaba o limite da subserviência.

Parabéns, Kimi!


Button e Trulli dividem 1ª fila na Malásia

04/04/2009

O treino de classificação na Malásia começou com surpresas no Q3. Se você pensou “o que foi que a Ferrari fez dessa vez?”, eu te respondo: acharam que o tempo dele e o de Raikkonen seriam suficientes para garantir passagem à segunda etapa. Eles estavam certos quanto ao tempo do finlandês, mas quanto a Massa… vai largar lá da 16ª colocação. Outro erro, desta vez admitido pelo próprio piloto, vai deixar Nelsinho Piquet uma posição atrás de Felipe. Ninguém viu os brasileiros esbravejarem, mas as câmeras captaram um momento de explosão de raiva ou decepção do suíço Sebastien Buemi, que também fez lambança e vai largar em último com sua Toro Rosso.

Pelas bandas do Q2 ficaram as McLarens, sendo Kovalainen (14º) sempre tomando tempo de Hamilton (12º). Entre os dois largará Sebastian Vettel, punido pelo acidente com Kubica na Austrália. O alemão, que na pista foi o terceiro mais rápido no Q1 acabou perdendo dez posições. E quem achou que Alonso estaria limitado a esta etapa por causa da otite, errou feio. O espanhol continua mostrando suas qualidades e arrastou a Renault até a 9ª colocação, provando que piloto bom é aquele que além de precisar ter um carro que preste, sorte e talento, também precisa ter cabeça de campeão.

Na briga pela pole, Button, Barrichello, Trulli e Rosberg pareciam ser os mais fortes. Levou a melhor pela segunda vez consecutiva o inglês da Brawn GP, que terá a seu lado o italiano Jarno Trulli da Toyota. Já a segunda fila viveu aquele momento de existir e desaparecer instantaneamente. Ou seja, na pista, ela foi formada por Vettel e Barrichello. Como a ambos foram impostas determinadas penalizações (Barrichello por trocar a caixa de câmbio durante os treinos livres), eles “cederam” os lugares conquistados para, respectivamente, Glock e Rosberg. Com isso, Rubinho alinhará seu carro na oitava colocação, uma atrás de Kimi Raikkonen.

Confira abaixo o grid completo:

1 – Jenson Button, 1min35seg181
2 – Jarno Trulli, 1min35seg273

3 – Timo Glock, 1min35seg690
4 – Nico Rosberg, 1min35seg750

5 – Mark Webber, 1min35seg797
6 – Robert Kubica, 1min36seg106

7 – Kimi Raikkonen, 1min36seg170
8 – Rubens Barrichello, 1min35seg651

9 – Fernando Alonso, 1min37seg659
10 – Nick Heidfeld, 1min34seg769

11 – Kazuki Nakajima, 1min34seg788
12 – Lewis Hamilton, 1min34seg905

13 – Sebastian Vettel, 1min35seg518
14 – Heikki Kovalainen, 1min34seg924

15 – Sebastien Bourdais, 1min35seg431
16 – Felipe Massa, 1min35seg642

17 – Nelsinho Piquet, 1min35seg708
18 – Giancarlo Fisichella, 1min35seg908

19 – Adrian Sutil, 1min35seg951
20 – Sebastien Buemi, 1min36seg107


GP da Malásia: bocejos e sorrisos

23/03/2008

Em 9 anos de GP da Malásia, poucas foram as corridas que me mantiveram acordada, e essa foi uma delas.
Não que tenha sido um primor de GP (bem longe disso), mas desde a largada estava com dúvidas sobre o que aconteceria com a Ferrari diante dos problemas enfrentados na Austrália e justificados pelo calor que fazia em Melbourne. Tinha dúvidas sobre a resistência do motor em Sepang, onde a temperatura estava em torno dos 30°C e a chuva prometida e anunciada não chegava nunca.
O mesmo motor Ferrari que já foi sinônimo de perfeição e confiabilidade, atualmente têm deixado os torcedores de cabelo em pé.
Mas, pelo menos para o lado finlandês da força, foi tudo perfeitamente orquestrado. Pena, mais uma vez para o Vettel que foi traído pelo motor do cavalinho.

Mas Sepang não foi só bocejos: houve a linda ultrapassagem do Heidfeld sobre Alonso e Coulthard. Lembrei na hora do Mika Hakkinen em Spa-Francorchamps passando o Schumacher e o retardatário Ricardo Zonta…

Crédito: LAT

a diferença é que, nesta madrugada, os três estavam brigando pela posição… ou seria Coulthard um retardatário?

Hamilton fez uma corrida apagada. Não conseguiu se livrar de Mark Webber, que pra mim, foi um dos destaques da prova, justamente por segurar a McLaren atrás. O inglês também não teve sorte atrás de Jarno Trulli, e os coadjuvantes tiveram o seu dia de estrelas.

E quem disse que Felipe Massa não me faz sorrir?
Crédito: F1 Live


Kimi vence corrida (quase) insossa

23/03/2008

Mantendo sua tradição, o Grande Prêmio da Malásia mostrou-se digno de uma boa cochilada. Sem muita emoção, a corrida vencida pelo atual campeão do mundo, Kimi Raikkonen, foi marcada pelo abandono de Felipe Massa a 26 voltas do final. A saída do brasileiro desta segunda etapa reacende os (até agora) boatos de sua substituição na escuderia italiana a partir da próxima temporada pela promessa alemã Sebastian Vettel. Massa, que já havia perdido a liderança da prova na volta 18 durante seu primeiro pit stop, não conseguiu explicar o que provocou mais essa frustração para a torcida que se manteve acordada na madrugada deste sábado: “Tive uma sensação estranha”, resumiu misteriosamente. Teria sido gosto de sangue na boca? O sangue da degola?, perguntam-se as F1 Girls.

O fato é que, com isso, Felipe viu seu companheiro de equipe, Kimi Raikkonen, recuperar-se na temporada ao vencer a prova disputada no circuito de Sepang, a 16ª de sua carreira. Subiram no pódio com o finlandês, o polonês Robert Kubica da BMW Sauber e o compatriota Heikki Kovalainen da McLaren, em 2º e 3º lugares respectivamente. Kovalainen superou o astro da equipe comandada por Ron Dennis: Lewis Hamilton, que depois de conquistar quatro posições na largada teve problemas na primeira parada dos boxes e não conseguiu ultrapassar o italiano da Toyota, Jarno Trulli, na briga pela quarta colocação.

Apesar da expectativa de chuva, o tempo manteve-se estável e os pilotos não precisaram testar suas habilidades em guiar sem o controle de tração com pista molhada e, ao contrário da corrida de abertura na Austrália, o GP da Malásia não viu muitos abandonos – foram apenas cinco no total. Além de Massa, sairam mais cedo da disputa os dois pilotos da Toro Rosso (Bourdais e Vettel), Timo Glock da Toyota, vítima de uma colisão com Nico Rosberg; e o alemão descendente de paraguaios Adrian Sutil, que ficou a pé quando o motor Ferrari de sua Force India não resistiu.

Enquanto isso Nelsinho Piquet recebeu a bandeira quadriculada em 11º lugar, finalizando sua primeira corrida na mais famosa categoria do automobilismo mundial, e Rubens Barrichello cruzou a linha de chegada em 13º, depois de ter sido penalizado por ter ultrapassado o limite de velocidade nos boxes.

Os resultados deixaram o inglês Lewis Hamilton na liderança do Mundial de Pilotos com 14 pontos, três a mais que Nick Heidfeld e Kimi Raikkonen. Nenhum brasileiro conseguiu pontuar no campeonato deste ano ainda. Confira a classificação final da prova:

1-Kimi Raikkonen (Ferrari)
2-Robert Kubica (BMW Sauber)
3-Heikki Kovalainen (McLaren)
4-Jarno Trulli (Toyota)
5-Lewis Hamilton (McLaren)
6-Nick Heidfeld (BMW Sauber)
7-Mark Webber (Red Bull)
8-Fernando Alonso (Renault)
9-David Coulthard (Red Bull)
10-Jenson Button (Honda)
11-Nelsinho Piquet (Renault)
12-Giancarlo Fisichella (Force India)
13-Rubens Barrichello (Honda)
14-Nico Rosberg (Williams)
15-Anthony Davidson (Super Aguri)
16-Takuma Sato (Super Aguri)
17-Kazuki Nakajima (Williams)

Abandonaram:
18-Sebastian Vettel (Toro Rosso)
19-Felipe Massa (Ferrari)
20-Adrian Sutil (Force India)
21-Timo Glock (Toyota)
22-Sébastien Bourdais (Toro Rosso)


Segundo treino com surpresas e desconfianças

21/03/2008

O sono e a enxaqueca me venceram e desabei no exato momento em que o motor do carro de Bourdais “fumou” com menos de um minuto de iniciada a segunda sessão de treinos livres nesta madrugada (quem manda a gente não morar na Europa, né?). Mas já soube que Hamilton voltou a ser mais rápido, com 1min35seg055. Massa foi o segundo e Raikkonen, o terceiro. Até aí, nenhuma surpresa. No entanto, adivinhem quem aparece na quarta colocação… Jenson Button. O inglês cravou 1min37seg282 e confirma que a “carroça” de 2007 é agora apenas uma péssima e inesquecível lembrança. Barrichello foi o 11º.

O piloto que vem sendo motivo de cobiça recentemente, Vettel, foi o quinto mais rápido (1min38seg219). Outro que saiu com uma posição inesperada da segunda bateria de testes foi o italiano Giancarlo Fisichella. Com sua Force India, acabou na nona colocação (1min39seg046). Enquanto isso as duas Renault finalizaram na 14ª (Alonso) e 15ª (Piquet Jr) e os mesmos 12 milésimos de segundo separando-as. Progresso do Nelsinho? Involução do Alonso? Coisas da Fórmula 1 na sexta-feira? É o que veremos na próxima madrugada, durante o treino de classificação.

Outra coisa que a gente pode ver é a desclassificação da Red Bull. O acidente de Coulthard na primeira sessão está sendo investigado pelos comissários e a equipe precisou dar explicações sobre a garantia de integridade do carro. O escocês não disputou a segunda sessão de treinos livres nesta sexta porque a escuderia ainda não sabia o motivo real do acidente e do porquê do carro ter se desintegrado após subir na zebra. Ela alega que foi culpa da pista, mas o pessoal técnico de Sepang não está acreditando muito nisso não e suspeitam dos componentes da suspensão da Red Bull.

Aguardemos, cochilemos antes e/ou bebamos muito café para não perder a briga pela pole logo mais.