Sebastian Vettel conseguiu mais uma vitória na temporada 2011 da Fórmula 1, mas deve estar até agora pensando como foi que Fernando Alonso conseguiu ultrapassa-lo na largada vindo do 4º lugar. O espanhol mostrou toda sua genialidade ao deixar pra trás Hamilton, Webber e Vettel e calou os críticos que debocharam de sua comemoração pela posição no alcançada no treino de classificação para o GP da Espanha. A resposta ele mostrou na pista do circuito de Barcelona.
Mas o que Alonso conseguiu no braço, sua Ferrari e os pneus de seu carro trataram de tirá-lo pela briga por um lugar no pódio. Acabou em 5º, atrás de um Webber aparentemente incapaz de lidar com a superioridade notória da Red Bull – superioridade esta que se mostrou fundamental para a 14ª vitória da carreira de Vettel. Que o atual campeão do mundo tem talento ninguém tem dúvidas, mas a Red Bull tem parecido um relógio suíço programado para funcionar sem atrasos ou qualquer outro tipo de falha – o que ajuda qualquer um que tenha braço e cabeça de vencedor (o que Webber parece definitivamente não ter).
Pelo menos, neste domingo, o alemão da Red Bull não teve uma vida tão fácil quanto nas outras corridas. Depois que Alonso foi superado, a preocupação de Vettel foram as duas McLarens. Nada que talvez o tenha preocupado de verdade, mas o suficiente para deixá-lo atento ao espelho retrovisor às vezes.
Hamilton e Button terminaram em 2º e 3º respectivamente depois de protagonizarem alguns bons pegas na pista. Seus fãs chegaram até a imaginar que poderia haver uma vitória da McLaren, mas sempre que o duelo (ou quase isso) era com Vettel, notava-se que vontade apenas não é suficiente para conquistar o que se quer.
Que o diga Felipe Massa! Todos sabem que qualquer piloto quer vencer, quer chegar na frente, quer fazer uma boa corrida. Fãs e detratores hoje (ao menos aqueles com juízo e visão de corrida) devem ter tido a mesma opinião: o homem está andando de ré e – vá lá – apesar dos erros da Ferrari durante suas paradas nos boxes, o brasileiro deu vexame hoje de novo. Desde a largada, quando perdeu posições, até a 58ª volta, quando precisou abandonar a prova. É claro que ele não tem o mesmo equipamento de Alonso e que a equipe prefere o outro, que já é campeão do mundo – nada mais natural, mas como diz aquele narrador famoso “a peça que fica entre o assento e o volante” pode atrapalhar ou ajudar numa corrida. A gente já viu essa sequência de, digamos, “infortúnios” acontecer. Também na Ferrari, mas com um outro brasileiro. Se antes era culpa do piloto, o que pensar do que acontece agora então?
Por falar no outro piloto brasileiro, Rubens Barrichello penou. Penou muito. Penou demais. Preso no pelotão de trás com sua Williams, o máximo que conseguiu foi ficar por três míseras voltas na insignificante 16ª volta. Acabou em 17º deixando aquela velha sensação de que tanto ele quanto a equipe poderiam tirar ao menos um ano sabático, tentar buscar algo melhor e evitar tamanhos vexames consecutivos.
A próxima corrida já é semana que vem, em Mônaco. Que tenha a tensão vivida hoje na Espanha, mas com resultados que ajudem a botar fogo no campeonato. Não literalmente, viu, Heidfeld?
Escrito por Gil 












nha. Último a fechar a volta (aberta pouquíssimos instantes antes das luzes vermelhas se acenderem anunciando o fim do treino), o inglês lembrou a tática de grandes campeões da categoria ao aguardar até o derradeiro o momento, atraindo as atenções das câmeras para si e, sem cometer erros, pulverizar o tempo e a alegria dos adversários.
Crédito da foto: Divulgação/Site Brawn GP