A Fórmula 1 ficou quase um mês de férias e, no final das contas, a volta deixou aquela sensação de deja vu. Ora, se não vejamos:
Vettel foi pole.
Vettel venceu a corrida e ampliou ainda mais sua vantagem no campeonato.
Alonso foi melhor que Massa na prova.
Rubinho penou com a Williams.
Hamilton se envolveu em um novo acidente e não conseguiu terminar a corrida.
Button foi menos afobado que seu companheiro de equipe e conseguiu mais um lugar no pódio.
Schumacher deixou Rosberg para trás.
Bruno Senna largou em sétimo.
Opa, pera aí. Eu disse Schumacher deixou Rosberg para trás e Bruno Senna largou em sétimo?
É, isso mesmo.
Foram poucas as surpresas do GP da Bélgica, mas elas aconteceram. O heptacampeão largou em último lugar, fez uma excelente corrida de recuperação e terminou na 5ª colocação – uma à frente de Nico Rosberg. “Nada mau, velhinho!”, diria o Pernalonga.
É certo que o circuito de Spa Francorchamps facilita a vida de quem tem o mínimo necessário para ser considerado um bom piloto (imagine então de um cara que venceu o título 7 vezes e nem sempre precisou fazer muito esforço para conquistar alguns deles).
Mas (não acredito que direi isso e talvez até por isso tenha demorado tanto pra escrever sobre a prova belga), Schumacher deu show e deve ter deixado envergonhado muito piloto mais novo que ele com um carro melhor, que largou em 4º e terminou em 8º, não é?
Sim, estou falando de você sabe quem. Aquele que provavelmente preferiria correr sem pneus e em uma equipe sem mecânicos. Assim, quem sabe?, ele poderia mostrar todo o seu talento e não perderia tempo tendo que se explicar por maus desempenhos repetidas vezes.
Reconhecer o erro nem sempre é um fato comum na Fórmula 1, mas ao menos é melhor pra imagem de um piloto do que ficar com esse mi mi mi toda hora – o (mau) o exemplo dado por Barrichello ao longos dos anos parece que não foi suficiente para Massa, que vem se queimando um Grande Prêmio após o outro.
Bruno Senna, felizmente, reconheceu o erro imaturo que teve ao jogar fora a ótima sétima colocação conquista no treino de classificação. “O comportamento de um carro com 150 quilos de gasolina é muito diferente, bem como o uso dos freios. Infelizmente, tive de aprender tudo isso da pior maneira possível”, comentou mais tarde.
Não que alguém esperasse uma grande corrida de Bruno, mas foi extremamente frustrante ver a boa posição de largada ir pras cucuias por uma afobação tremenda. Errou, tirou Alguersuari da prova, foi punido e ainda botou a Renault em 13º. Para quem tem que lidar há anos com a ridícula mania das criaturas que insistem maldosamente em compará-lo ao tio, eu não diria que o final de semana dele tenha sido um desastre (e você o que achou?) – mas, cá pra nós, será que o Heidfeld não fez macumba, hein? J
Vejamos o que acontecerá em Monza, semana que vem.
Escrito por Gil 