Classificação Oficial GP Austrália

29/03/2011

1.Sebastian Vettel (Red Bull-Renault) 1:29:30.259 – 58 voltas
2.Lewis Hamilton (McLaren-Mercedes) +22.297
3.Vitaly Petrov (Renault) +30.560
4.Fernando Alonso (Ferrari) +31.772
5.Mark Webber (Red Bull-Renault) +38.171
6.Jenson Button (McLaren-Mercedes) +54.300
7.Felipe Massa (Ferrari) +1 volta
8.Sébastian Buemi (Toro Rosso-Ferrari) +1 volta
9.Adrian Sutil (Force Índia-Mercedes) +1volta
10.Paul Di Resta (Force Índia-Mercedes) +1 volta
11.Jaime Alguersuari (Toro Rosso-Ferrari) +1 volta
12.Nick Heidfeld (Renault) +1 volta
13.Jarno Trulli (Lotus-Renault) +2 voltas
14.Jérome D’Ambrosio (Marussia Virgin-Cosworth) +3 voltas

Não completaram a prova:

Timo Glock (Marussia Virgin-Cosworth)
Rubens Barrichello (Williams-Cosworth)
Nico Rosberg (Mercedes)
Heikki Kovalainen (Lotus-Renault)
Michael Schumacher (Mercedes)
Pastor Maldonado (Williams-Cosworth)

Desclassificados:

Sergio Pérez (Sauber-Ferrari)
Kamui Kobayashi (Sauber-Ferrari)


Petrov faz história e Vettel vence GP da Austrália

27/03/2011

O final de semana do GP da Austrália teve um dono absoluto nas pistas: Sebastian Vettel. Apesar do sol forte deste domingo em Albert Park, não seria exagero dizer que o atual campeão do mundo sequer suou para garantir a primeira vitória da temporada e a 11ª de sua carreira. Quem esperava ver o alemão repetindo erros de corrida como tantos feitos ano passado deve ter se surpreendido com a prova impecável do alemão da Red Bull.

Impecável na largada e sem nunca ter sido ameaçado de fato pela liderança, Vettel venceu praticamente de ponta a ponta (só perdeu o primeiro lugar quando precisou parar nos boxes) e só apareceu na transmissão no começo do GP, quando de uma conversa sua com a equipe via radio e no final.

Atrás dele, o único que teve vida quase tão tranquila foi Lewis Hamilton. Excetuando a disputa pela sua posição ao apagar das luzes verdes, o inglês não ameaçou nem foi ameaçado e cruzou a linha de chegada em segundo mais de 22 segundos atrás de Vettel. O terceiro a receber a bandeira quadriculada foi Vitaly Petrov. Pela primeira vez, um russo subiu no pódio na história da Fórmula 1.

A boa corrida do piloto da Renault começou a aparecer já no início. Largando em sexto, pulou para 4º e por vezes assombrou Alonso, fazendo o espanhol relembrar o enredo do GP de Abu Dhabi de 2010. Assim como na prova que fechou a temporada do ano passado, na de abertura deste o bicampeão não conseguiu passar Petrov. A exceção ficou apenas por conta da volta onde o russo precisou fazer o pit stop.

Em entrevista, o espanhol garantiu não ter ficado chateado e que o fato de Petrov não lutar pelo título fez com que não se sentisse perturbado por ter sido batido pelo russo novamente (a explicação faz sentido, mas duvido que seja de um todo sincera).

O fato é que Alonso, a Ferrari e Felipe Massa não tiveram um bom final de semana e a corrida foi o reflexo disso. O brasileiro até fez uma prova melhor que o companheiro. Largou bem, ganhou três posições na primeira volta e ficou boa parte do GP australiano tentando defender a posição contra Jenson Button. O inglês, que havia reclamado de uma suposta manobra irregular de Massa no começo da prova e chegou a ser penalizado com um drive through por ultrapassagem por fora do traçado, levou a melhor somente a dez giros do fim. Na pista, Felipe cruzou em 9º lugar mas foi beneficiado pela desclassificação das duas Saubers e subiu pra 7ª colocação.

Rubens Barrichello teve uma corrida ainda pior. Logo depois da largada, acabou saindo da pista, porém conseguiu voltar. Na volta 22, o brasileiro forçou a ultrapassagem em Rosberg. Os dois bateram e o alemão abandonou de imediato a prova. Rubinho foi punido e abandonou a corrida na volta 48ª, quando estava na distante 15ª colocação.

A saída de Rosberg encerrou os trabalhos da Mercedes em Austrália. Michael Schumacher e Jaime Alguersuari bateram na largada. A ida aos boxes não resolveu o problema de ambos e o heptacampeão do mundo abandonou a prova quatro voltas antes de seu companheiro de equipe, Rosberg. Alguersuari seguiu até o final e terminou em 13º.

Ao fim da prova, todos ficaram com a sensação de que se há um favorito absoluto ao título este é Sebastian Vettel. E se continuar errando feio na saída dos boxes como fez hoje Mark Webber não poderá reclamar este ano do porquê ser o segundo piloto.

 


Vettel é pole sem dificuldades

26/03/2011

O atual campeão do mundo chiou uma barbaridade do trabalho que vai ter ao pilotar e apertar tantos botões ao mesmo tempo, mas parece que quem teve dificuldades mesmo foram os outros pilotos que participaram do primeiro treino oficial da Fórmula 1 em 2011. Realizada no circuito de Albert Park na madrugada deste sábado, a sessão de classificação mostrou superioridade impressionante do alemão da Red Bull.

Com o tempo de 1min23seg529, Vettel não só conquistou sua 16ª pole de sua carreira como foi o único na pista a correr abaixo de 1min24 e deixou para trás todos os seus concorrentes, inclusive seu companheiro de equipe. Mark Webber sequer conseguiu ficar na primeira fila. O piloto da casa é o terceiro colocado no grid , quase um segundo atrás do número 1 da RBR. Entre eles ficou Lewis Hamilton, com o tempo de 1min24seg307.

Jenson Button é o quarto colocado e fecha o quarteto dos primeiros colocados. A posição das McLarens surpreendeu, uma vez que a Ferrari pintava como aparentemente melhor que a equipe inglesa. Mas o melhor piloto da escuderia italiana só apareceu em quinto. Apesar de não ter corrido perigo de ficar de fora da sessão mais importante do treino, Fernando Alonso vai dividir a terceira fila com o russo Vitaly Petrov.

Felipe Massa, que só conseguiu passar do Q1, na última volta, ficou quase um segundo atrás do Príncipe das Astúrias e larga na oitava posição. Ao seu lado, na sétima colocação, Nico Rosberg mostrou que continua dando trabalho para Schumacher. O heptacampeão do mundo não passou do 11º lugar. A Sauber de Kamui Kobayashi e a Toro Rosso de Sebastien Buemi completam os dez primeiros lugares em 9º e 10º respectivamente.

Rubens Barrichello errou, rodou e ficou preso na caixa de brita. Assim, o brasileiro – vinha tendo um bom treino – vai largar apenas d0 17º posto. Vitantonio Liuzzi e Narain Karthikeyan não conseguiram ficar dentro dos 107%. Por isso, as Hispanias estão fora do GP da Australia deste domingo.

Confira abaixo o grid completo da prova de abertura do campeonato deste ano:

1  - Sebastian Vettel, 1min23seg529

2 – Lewis Hamilton, 1min24seg307

3 – Mark Webber, 1min24seg395

4 – Jenson Button, 1min24seg779

5 – Fernando Alonso, 1min24seg974

6 – Vitaly Petrov, 1min25seg247

7 – Nico Rosberg, 1min25seg421

8 – Felipe Massa, 1min25seg999

9 – Kamui Kobayashi, 1min25seg626

10 – Sebastien Buemi, 1min27seg066

11 – Michael Schumacher, 1min25seg971

12 – Jaime Alguersuari, 1min26seg103

13 – Sergio Pérez Mendoza, 1min26seg108

14 – Paul Di Resta, 1min26seg739

15 – Pastor Maldonado,1min26seg768

16 – Adrian Sutil, 1min31seg407

17 – Rubens Barrichello – sem tempo

18 – Nick Heidfeld, 1min27seg239

19 – Heikki Kovalainen, 1min29seg254

20 – Jarno Trulli, 1min29seg342

21 – Timo Glock, 1min29seg858

22 – Jérôme D’Ambrosio, 1min30seg822


Fim da abstinência

22/03/2011

A temporada 2011 de F1 vai finalmente receber a luz verde neste final de semana – coincidentemente, a semana em que comemoramos o aniversário de 51 anos de Ayrton Senna. Depois de um adiamento (que parece mais um cancelamento, embora a FIA não admita isso) causado pela revolta popular no Bahrein, a categoria abre os trabalhos na Austrália – e como não deve haver risco de um protesto em Melbourne, a não ser dos sempre inofensivos ambientalistas que não se conformam com a invasão do Albert Park por uma pista de automobilismo, podemos acertar os despertadores para as três horas da manhã de sábado e domingo.

2011 começa, como não poderia deixar de ser, com mudanças e polêmicas – não estaríamos falando de F1 se tudo corresse às mil maravilhas, não é? A semana já abriu com confusão: David Hunt, o proprietário do nome Team Lotus, que vendeu os direitos de uso a Tony Fernandes, vai processar o malaio, que aparentemente não pagou um centavo a Hunt até agora. Já imaginaram se a Lotus é forçada a mudar de nome no meio da temporada? E agora, Rubens Barrichello botou a boca no mundo (novidade…), como presidente da Associação de Pilotos, alertando para os perigos do excesso de botões nos volantes dos carros. O atual campeão, Sebastian Vettel, apoiou o brasileiro, assim como os dois pilotos da Ferrari, Fernando Alonso e Felipe Massa. Todos argumentam que tantos controles distraem a atenção do piloto durante a prova, e que isso representa um risco de segurança. As principais alterações no volante se referem ao manejo das asas móveis traseiras e do KERS (que volta a ser usado este ano, depois da proibição no ano passado). Vettel chegou a falar em greve dos pilotos, mas depois do prejuízo que a categoria sofreu com a não-corrida no Bahrein, é pouco provável que isso aconteça.

Outra grande mudança para este ano é a chegada dos pneus Pirelli, substituindo a Bridgestone, o que deve trazer mais competitividade à temporada. Aliás, a Pirelli traz uma inovação que deve gerar momentos divertidos durante as transmissões: cada tipo de composto será identificado por uma cor diferente, na lateral dos pneus.

Quanto aos pilotos, não vimos muitas modificações nas quatro principais equipes – McLaren, Ferrari, e Red Bull mantiveram suas duplas, e a Williams substituiu a sensação do GP Brasil, Nico Hulkenberg, pelo venezuelano Pastor Maldonado. O escocês Paul DiResta faz sua estreia pela Force India, o mexicano Sergio Perez assume o volante do carro 17 da Sauber, e o belga Jerome D’Ambrosio completa o time de rookies pela Virgin. Bruno Senna e Lucas DiGrassi continuam esperando suas chances… A grande incógnita ainda atende pelo nome de Michael Schumacher, que ainda não justificou o salário que a Mercedes lhe paga. Quem sabe ele acorda esse ano e resolve dar algum trabalho a Nico Rosberg?

E os carros? Temos os 17 dias de testes pré-temporada para nos dar uma ideia de como estão os novos modelos, mas sabemos que testes, na verdade, podem não dizer absolutamente nada, mesmo depois de quase 14 mil voltas percorridas por 33 pilotos… A Red Bull deve vir com força, com o novo projeto de Adrian Newey. Como torcedora xiita da McLaren, esta F1 girl espera que o carro de 2011 não seja apenas lindo de morrer – mas também rápido e confiável, como sua dupla de pilotos. A Ferrari foi a equipe que treinou mais, e colocou pelo menos um dos dois pilotos no top 3 em 10 dos 17 dias, o que sugere confiabilidade. A Williams traz os 18 anos de experiência de Barrichello, que, justiça seja feita, é um grande acertador de carros. As três médias – STR, Lotus e Mercedes – vão, como de costume, se estapear pelo meio do grid; mas com todas essas mudanças, quem sabe não temos uma surpresa?

E para terminar este primeiro post da F1 2011 com uma notícia boa: os médicos responsáveis pelo tratamento do polonês Robert Kubica estimam que o piloto deve voltar a andar dentro de três semanas. Ele continua em recuperação depois do acidente que sofreu em uma prova de rally na Itália, e sofreu mais uma intervenção cirúrgica no cotovelo há duas semanas. Kubica era sem dúvida uma grande promessa para este ano, mas torcemos muito para vê-lo no grid de largada da abertura da temporada 2012!

Senhores, liguem seus motores. Estávamos com saudades!


Corrida de verdade!

28/03/2010

O fã de automobilismo que ficou acordado no meio da madrugada foi devidamente recompensado: a corrida australiana foi um grande exemplar de emoção e competitividade! Completamente oposta ao marasmo visto na etapa inicial, no Bahrein, o GP desta noite foi temperado com chuva, batidas e aquela velha contabilidade de duração de pneus e combustível.

Já na largada, Massa pulou para frente e Alonso foi direto para o final da fila, com uma rodada que ainda danificou a asa do carro de Michael Schumacher, fazendo com que o alemão fosse para os boxes. Mais atrás, Kobayashi escapou da pista e levou junto Hulkenberg e Buemi. Assim, o safety car precisou entrar, mas ficou por pouco tempo. Mesmo com dois dos grandes campeões lá atrás, a emoção não diminuiu em nada, pois havia o dilema de trocar os pneus para pista seca ou arriscar-se por mais algumas voltas. Button teve coragem e quase pôs tudo a perder, pois ainda não era possível dominar o carro nos trechos molhados. Enquanto isso, Webber fazia ultrapassagens diversas sobre o brasileiro da Ferrari (várias mesmo, porque ora errou na pista e perdeu posições, ora foi trocar de pneus) e Hamilton foi impulsionado por uma vontade e arrojo quase beirando a fúria, conquistando uma posição atrás da outra e dando show nas ultrapassagens e também nas tentativas de ultrapassagens.

Lá no pelotão do fundo, a formação, que ainda contava com uma ineficaz Mercedes de Schumacher, que ficou muitas voltas sem conseguir ameaçar, foi se desmanchando: saiu Trulli, Petrov, Senna, Sutil, Di Grassi… E a corrida foi novamente apimentada quando Vettel perdeu a liderança quase óbvia (já que seu histórico ao largar da pole é bem favorável para ele) e abandonou.

Neste ponto, mais da metade das voltas já haviam sido completadas, mas para o espectador parecia que poucos minutos haviam se passado. O único ponto ruim de GPs disputados é este: vai muito rápido. :(

Então, entrou naquela fase em que todo mundo começa a poupar o equipamento para resistir até o final. Daí o fã pensa: “Não tem jeito, ficou sem graça de novo. É sempre assim”. Mas Hamilton não nos deixou com essa impressão por muito tempo: encostando no seu grande rival, Alonso, tentou a ultrapassagem, escapou, e ainda atrapalhou Webber, que vinha em seguida.

Até aí, parece que a atração era o inglês do carro número 2, o australiano ou o espanhol, que havia conseguido ótima recuperação, mas lá na frente, Button tinha uma consolidada liderança, com tranqüilos segundos à frente do segundo colocado, que era, para surpresa de quem acompanha esta temporada, o polonês da fraca Renault: Robert Kubica. No contraponto, apagado, estava Schumacher, que finalmente conseguira ultrapassar Alguersuari – na disputa entre o piloto mais jovem e o mais velho da categoria, registremos. E ainda um sobrevivente Chandhok levava seu carango até quase o final da prova, faltando apenas cinco voltas.

E o pódio ficou com uma combinação bem inusitada, formada por Button, Kubica e Massa. Com o novo esquema de pontuação, 11 dos 24 pilotos já saíram do zero, sendo que Alonso, Massa e Button estão acima dos 30. Entre os construtores, a Ferrari abre 16 pontos de vantagem sobre a McLaren e 31 sobre a Mercedes. Em seguida, vem a Renault empatada com a tão aparentemente superior RBR.

E que fique o exemplo da etapa na Austrália, pois assim é bem mais fácil levantar no meio da noite! :)


Diversão é sinônimo do GP da Austrália

27/03/2010

Se tem uma corrida que deve dar gosto de assistir in loco é o GP da Austrália. Além do motivo pelo qual leva o fã a gastar seu dinheirinho para acompanhar os treinos e a prova em Melbourne, ainda há muitas outras razões que dão um charme especial e tornam a agora segunda etapa do ano uma tentação e tanto. Em 2010, depois da corrida da Fórmula 1, será realizado um show da banda Simple Minds. O público presente ao autódromo verá também cinco categorias de suporte competindo e uma demonstração de carros antigos!

Na Austrália, as arquibancadas recebem o sobrenome de pilotos: Jones (em homenagem ao australiano campeão da Fórmula 1 em 1980), Brabham (também australiano, Jack foi campeão em 1955), Prost, Fangio, Senna, Schumacher, Waite (em homenagem a Arthur Waite, outro piloto australiano), Clark e Webber (esta, uma novidade). Quatro delas detêm o “título” de mais caras de Albert Park: a Jones, a Brabham, a Prost e a Fangio. Cada uma custa exatos 499 dólares australianos para o adulto e 99 dólares para crianças de até 12 anos.

Na Jones, o público tem visão privilegiada das duas primeiras curvas no final da reta de largada. A Brabham possibilita ver quase o mesmo, só que do lado contrário. Da arquibancada Prost, é possível visualizar a disputa na curva 16, onde os carros desaceleram para depois voltar a ganhar velocidade para entrar na reta de chegada. E a Fangio é destinada àqueles fãs que preferem ficar em frente à largada/chegada, aos boxes e ao pódio.

Por 299 dólares australianos, você pode optar pela arquibancada Senna, localizada do lado oposto à entrada dos boxes e início da reta de chegada. Crianças até 12 anos pagam 99 dólares. Na arquibancada Schumacher, a visão é da curva 15 e da entrada do pit lane. Ainda na mesma faixa de preço, está a Waite. Dela, você acompanha a movimentação nas curvas 11 e 12. Da arquibancada Clark, também é possível ver o embate em dois trechos: as curvas 9 e 10. Todos os valores mencionados acima valem para quatro dias no circuito (de quinta a domingo).

Na Austrália, é possível também que você escolha só um dia para ficar em determinada arquibancada. A novidade da prova em 2010 disponibiliza cadeiras exclusivamente para a arquibancada Schumacher e os preços variam de 49 a 199 dólares australianos, conforme o dia. Além disso, o público pode escolher o ingresso de General Admission, com o qual ele pode escolher o setor em que irá ficar na área externa que circunda o circuito (ou seja, não nas arquibancadas). Para os quatro dias, o ingresso custa 185 dólares australianos para um adulto. Somente para a quinta, o valor é de 39 dólares; na sexta, 55; no sábado, 85; e, no domingo, 99 dólares australianos. Neste caso, quando a criança é acompanhada de um adulto com ingresso, não paga. A organização do GP ainda disponibiliza entradas do tipo General Admission para famílias, ou seja, duas crianças de 13 a 15 anos e dois adultos ou três crianças dessa idade e um adulto. Para os quatro dias, o custo total seria de 350 dólares australianos.

Enquanto o público aguarda o grande momento do final de semana (o GP da Austrália), poderá assistir as disputas da BRC IMPCO V8 Supercars GP Challenge, o campeonato de turismo australiano, com suas Lamborghinis, Ferraris, Aston Martins, Porches e Lotus na pista, e a Mini Challenge Series. Ainda será possível acompanhar a Jetstar Formula 500 Tasman Cup, com carros dos anos 60 e 70, e a Jetstar Australian Formula Ford. Para os amantes de carros históricos, é possível conferir 60 bólidos italianos em comemoração aos 100 anos da Alfa Romeo!

Acha que acabou? Não. Quem tiver ingresso pra corrida e fôlego, ainda vai curtir o show do Simple Minds depois da prova.

Como atrações para o público que for ao Albert Park (que, como o nome mesmo diz, é um parque) ainda haverá a Sidetracked, área com DJs e muita música. Quem quiser chegar mais perto dos ídolos, é só se encaminhar para o V8 Supercars Paddock porque, além de oferecer um espaço para que o público adquira produtos do GP, é possível pegar autógrafos de alguns pilotos da V8 e da Fórmula 1. Outra pedida é o G-Force, com acesso à pista de kart, desafios e sorteio de brindes.

Na GP Central, a interatividade é a máxima. Você pode se sentir um piloto ou um membro da equipe conforme a atividade que escolha fazer e ainda concorre a prêmios! O Centre Circuit, atrás da arquibancada Brabham, também oferece opções semelhantes; e no Support Paddock, é onde acontece a exibição de alguns carros das fórmulas disputadas na Austrália. Para a criançada, ainda existe o Kids’ Zone with Roary the Racing Car, espaço gratuito em que a estrela é o carrinho Roary, do desenho animado de mesmo nome, exibido no canal Discovery Kids.

Como se pode notar, a organização do GP da Austrália faz com que a pessoa não se arrependa do preço pago pelos ingressos.


Como foi o treino na Austrália?

27/03/2010

Comumente, após os treinos, a gente conta as coisas que aconteceram ou a impressão que nós tivemos dos 60 minutos de classificação para o GP. Desta vez, infelizmente, não vou poder fazer isso.

Tentei, mas o sono e o cansaço foram mais fortes do que eu na hora de assistir ao treino para o GP da Austrália. Alguém podia me dizer, então, o que aconteceu ou o resultado fala por si só?

Por que que o Hamilton ficou lá pelas bandas do Q2?

Como foi que o Barrichello conseguiu empurrar o carro da Williams para oitava colocação?

O Kobayashi continuou se envolvendo em acidentes no treino oficial como foi no treino livre da sexta?

E como foi esse processo da Force India botando um carro de novo entre os 10 primeiros no grid?

E essa Renault aí em nono foi o quê?  Talento do Kubica apenas?

Vettel foi o que menos (além de Button) e conseguiu essa pole porque a Red Bull tem mesmo o melhor carro do ano até agora?

Aguardo o relato de vocês. Ficarei feliz se me contarem.

Para quem não viu nada como eu, adianto apenas o grid completo com os respectivos tempos dos pilotos:

Do site www.formula1.com


Trulli reconquista 3º lugar

02/04/2009

Sabe o que você viu acontecer na pista na Austrália, isto é, em relação ao pódio?

Aquilo voltou a valer. Os comissários reconsideraram a decisão e puniram Hamilton porque o piloto teria prestado FALSO TESTEMUNHO após a corrida, o que gerou a punição a Trulli – e consequentemente aquele acréscimo de 25 segundos no tempo do italiano e a conquista do 3º lugar por parte do piloto da McLaren.

Hoje, foi decidido que vale o resultado obtido na pista e comemorado com a champanhe.

Hamilton teve sua pontuação excluída e o resultado final da prova ficou assim: Button, Barrichello, Trulli, Glock, Fernando Alonso, Nico Rosberg, Sebastien Buemi e Sebastien Bourdais.


Bobeou, dançou: punição para Vettel e Trulli

29/03/2009

Dois pilotos foram punidos no GP da Austrália.

Conforme decisão divulgada depois da corrida, Vettel foi punido com a perda de 10 posições no grid da prova na Malásia, semana que vem, por causa do acidente com Kubica. “Talvez eu devesse tê-lo deixado passar e ficar com o terceiro lugar, mas assim é a vida. Eu tentei me defender, (…) mas não consegui evitar a colisão. Eu sinto muito pela equipe e também pelo Robert, já que não significou apenas o fim da corrida para mim e sim para ele também”, disse o alemão da Red Bull.

Trulli teve prejuízo maior. Perdeu a terceira colocação na prova porque ultrapassou Lewis Hamilton enquanto o Safety Car ainda estava na pista. Com isso, o atual campeão do mundo herdou os pontos do italiano e o troféu pelo terceiro lugar no pódio (valeu pela informação, Valdemar).

“Eu não sei dizer o quanto estou desapontado por terminar em terceiro mas ter o resultado questionado. Quando o Safety Car entrou no final da prova Lewis me passou mas logo depois ele, de repente, diminuiu e ficou do lado na pista. Eu pensei que ele tivesse um problema e o ultrapassei”, explicou-se o piloto da Toyota.

Sendo assim, a classificação do Mundial de Pilotos está dessa forma agora:

Button, líder, com 10 pontos; Barrichello, em segundo, com oito; Hamilton, com seis; Glock, com cinco; Alonso, com quatro; Rosberg, com três; Buemi, com dois; e Bourdais, com um ponto.


Um grande começo

29/03/2009

Quatro e trinta e nove da manhã, e espero que o meu computador (que anda mais pra Ferrari do que pra Brawn, se me permitem a piada infame) aguente o suficiente para o primeiro post da temporada. QUE CORRIDA!!!!!

Polêmicas à parte, o GP da Austrália de 2009 foi uma das melhores provas de abertura de que me lembro em muitos anos. Eu estava meio sonolenta no começo, mas dei um pulo da cama assim que vi o imbróglio que tirou o Kovalainen da prova (e posso parecer perversa, mas alguém sentiu falta dele? Definitivamente, a McLaren precisa de um segundo piloto com mais atitude), e acordei de vez quando vi o Nelsinho sendo arremessado pra fora da pista (aparentemente, por ele próprio).

Com uma McLaren fora e a outra se arrastando no final do grid, me conformei em engolir a torcida e me divertir com as disputas. E como é bom ver a F1 voltar a ser um esporte competitivo! Fazia muito tempo que eu não via tanta briga roda a roda, e embora aquele acidente entre o Kubica e o Vettel tenha sido causado por uma manobra precipitada do polonês, bato palmas pra um piloto que tem a coragem de colocar um terceiro lugar garantido em risco pelo simples desafio de ultrapassar. No começo da temporada, é um risco aceitável. E o momento Gilles Villeneuve do Vettel, tentando levar o carro de volta pro box com a roda quase caindo? Sensacional =D

O melhor de tudo: semana que vem já tem motores roncando de novo, na Malásia, que teoricamente favorece a Ferrari – mas a julgar pela performance nada merecedora de elogios da equipe de Maranello hoje, dá pra imaginar que Domenicalli e sua turma vão sofrer um bocado tentando chegar ao nível do time recém-nascido comandado pelo seu ex-diretor técnico. Aliás, não acredito em falcatruas da Brawn, não. Acho é que eles deram um golpe de sorte, herdando um carro que já estava em desenvolvimento pela Honda desde meados do ano passado, quando os engenheiros devem ter percebido que aquela carroça não prestava pra mais nada e jogado a toalha – e começado a pensar no modelo de 2009 muito antes de Ferrari e McLaren, preocupadas com o título. A propósito, também não acredito que a FIA vá proibir os difusores (se fizer isso, vai ser a burrada do ano, porque as coisas praticamente vão voltar ao que eram no ano passado, com ou sem KERS).

Quanto aos pilotos, embora eu não consiga evitar uma pontinha de curiosidade sobre como o Bruno Senna teria se saído na corrida de estreia caso tivesse sido confirmado, confesso que me emocionei com a alegria do Barrichello (que eu já xinguei muito na vida, mas que merece respeito, afinal tem o mesmo vice-campeonato que o Massa), e com a expressão de incredulidade do Jenson Button no pódio – um cara que apesar de ter sido considerado uma estrela no início da carreira, nunca agiu como tal e talvez agora, com um equipamento decente, tenha o talento reconhecido. Lewis Hamilton fez o que podia fazer com uma McLaren com claros problemas aerodinâmicos, mas mostrou que não está conformado com a inferioridade do carro e que não tem o número 1 por acaso. Com uma grande prova de recuperação, depois de passar várias voltas pra lá do décimo lugar, ele acabou sendo um dos melhores da prova, depois de Button – perfeito – e juntamente com Trulli e Alonso, outro que sofreu com as limitações da Renault, mas que jamais pode ser subestimado. Tanto Hamilton como Alonso teriam terminado na zona de pontuação mesmo sem a lambança Kubica & Vettel. E a conversa no paddock, nos últimos dias, era que Kimi Raïkkönen anda mais motivado, perdeu peso e diminuiu o ritmo das baladas – e ele realmente me pareceu mais focado na corrida de hoje do que nos últimos GPs de 2008, mas ainda está muito aquém de sua capacidade.

Resumindo a ópera: a temporada 2009 promete. Descartando a dupla da Force India, acho que em um momento ou outro todos os pilotos podem acabar surpreendendo (até mesmo o Nakalouco, como a Miss Pitlane chama o Kazuki, se a Williams mostrar serviço), e vai ser divertido. Como deveria ser sempre, não é?

Até o fim de semana que vem!

P.S.: Pra quem curte estatísticas, esta é a terceira vez que uma equipe estreante faz dobradinha – a primeira aconteceu em 1950, em Silverstone, com a Alfa Romeo, e a segunda na França, em 1954, com a Mercedes. E Sebastien Buemi começou a carreira na F1 já marcando seu primeiro pontinho.

P.P.S.: Para o Fernando, a matéria que você pediu sobre mulheres nas pistas está saindo do forno, ok?

Update: Lewis Hamilton acabou sendo o terceiro colocado na prova – Jarno Trulli foi punido pelos diretores do GP da Austrália em 25 segundos por ultrapassar o piloto inglês enquanto o safety car estava na pista. Confiram como ficou a classificação:

1º Jenson Button (Brawn GP), 1h34min15s784
2º Rubens Barrichello (Brawn GP), a 0s8
3º Lewis Hamilton (McLaren), a 2s9
4º Timo Glock (Toyota), a 4s4
5º Fernando Alonso (Renault), a 4s8
6º Nico Rosberg (Williams), a 5s7
7º Sébastien Buemi (Toro Rosso), a 6s0
8º Sébastien Bourdais (Toro Rosso), a 6s2


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