Demorou, mas – ela primeira vez no ano – Sebastian Vettel não viveu um final de semana perfeito. Não que estejamos torcendo contra o atual campeão do mundo, mas a gente prefere um campeonato mais competitivo e com chances de ser decidido mais perto do fim do que o que 2011 vem apresentando. Vettel não foi pole, não largou na primeira fila, não liderou uma volta sequer e também não subiu ao pódio em seu país natal. O alemão terminou em 4º, depois de contar com a perfeição da equipe nos boxes na última volta e ganhar de Felipe Massa mais um posto.
Quem brilhou mesmo foi Lewis Hamilton, que pulou para a liderança na largada, brigou por ela com Webber e Alonso e garantiu sua 16ª vitória na carreira – e a segunda na temporada. O resultado em si não muda muita coisa no campeonato. Vettel continua líder, com uma vantagem quase insuperável: 77 pontos à frente de Mark Webber e 82, de Hamilton. Na prática, são três vitórias de vantagem basicamente.
Mas ao menos nos deu esperança de que em uma, ou outra corrida, a gente possa ver algo diferente quando a bandeira quadriculada for acenada ao final de um Grande Prêmio. Outro destaque do GP da Alemanha foi Fernando Alonso. O espanhol ultrapassou Webber nos pits e Vettel na pista, precisou economizar gasolina no final da prova e ainda assim terminou em segundo. De quebra, pegou uma carona depois da linha de chegada com o próprio australiano, após a pane seca de sua Ferrari.
Webber foi categórico e sucinto ao ser perguntado se espera que o fato das últimas três corridas terem sido melhores para ele signifique uma futura briga apertada com Vettel no segundo semestre de 2011: “sim, espero”.
Se ele espera, imagine nós.
Torcedores de Vettel ou não, uma disputa maior pelas vitórias agradaria bastante, não é?
Semana que vem já teremos um novo GP antes da parada obrigatória.
Que o GP da Hungria nos traga boas novas, como o bom desempenho de Adrian Sutil neste domingo, por exemplo.
Até lá.
Escrito por Gil 
