Top 10

09/04/2008

Malásia, 2003: 1ª vitória

Com o pódio deste domingo, 50º de sua carreira e 40,32% das corridas que disputou, Kimi Räikkönen entrou para o top 10 dos pilotos com mais pódios da F1.
Na lista são 8 campeões mundiais e… os 2 pilotos mais experientes do grid.
Considerando que ainda temos 15 GPs esse ano, o finlandês tem chance de alcançar a 4ª posição.

1) Michael Schumacher – 154
2) Alain Prost – 106
3) Ayrton Senna – 80
4) Rubens Barrichello – 61
5) David Coulthard – 61
6) Nelson Piquet – 60
7) Nigel Mansell – 59 8) Niki Lauda – 54
9) Mika Hakkinen – 51
10) Kimi Raikkonen – 50


Passando a Espanha a limpo

23/04/2007

O GP da Espanha foi disputado em cinco circuitos diferentes:

17 vezes em Barcelona;

09 vezes em Jarama;

05 vezes em Jerez de La Frontera;

04 vezes em Montjuic Park;

E 02 vezes em Pedralbes.

O primeiro GP da Espanha aconteceu no circuito de Pedralbes, em 28 de outubro de 1951. Naquela ocasião, o País fechou o calendário: Juan Manuel Fangio conquistou a sexta vitória na carreira e seu primeiro título mundial.

Em 1954 (Pedralbes), mais uma vez o GP espanhol encerrou o campeonato: Mike Hawthorn (Ferrari), Luiggi Muso (Maserati) e Juan Manuel Fangio (Mercedes) estavam no pódio, Fangio tornou-se bicampeão mundial.

Quatorze anos depois, em 1966, a Espanha voltava a sediar um Grande Prêmio, desta vez em Jarama. A 2ª etapa do campeonato marcou a 11ª vitória de Graham Hill.

Em 1969, o GP da Espanha mudaria de lugar novamente. O 175º Grande Prêmio da história da Fórmula 1 fora disputado em Montjuic Park e vencido por Jackie Stewart que seria o campeão daquele ano.

Em 1970, outra vez Jackie Stewart venceu o Grande Prêmio realizado em Jarama, conquistando a primeira vitória da equipe March, que estreava naquele ano.

Um ano depois, dessa vez pela Tyrrel, Jackie Stewart venceu e registrou a primeira vitória da equipe. Foi a 13ª vitória de Stewart quando o GP da Espanha retornava a Montjuic Park, em 1971.

Em 1972, em Jarama, pela Lotus, Emmerson Fittipaldi venceu a sua 2ª corrida na F1. O brasileiro seria o campeão daquele ano.

1973, em Montjuic Park, Emerson Fittipaldi tornou-se bicampeão do GP da Espanha e marcou a 50ª vitória da equipe Lotus.

Niki Lauda venceu pela primeira vez no GP da Espanha de 1974, o que marcou a 50ª vitória da equipe Ferrari. A etapa foi realizada em Jarama e completaram o pódio Clay Regazzoni e Emerson Fittipaldi.

Cinco espectadores morreram no GP da Espanha de 1975 (realizado em Montjuich Park) quando o Hill – Ford de Rolf Stommelen perdeu o aerofólio traseiro e voou em cima do público. Foi também neste GP que Lella Lombardi tornou-se a primeira mulher a pontuar na F1. A prova, marcada por vários acidentes, acabou sendo finalizada com menos da metade das voltas, por isso, foi atribuída apenas metade dos pontos àqueles que receberam a bandeira quadriculada.

O GP da Espanha de 1976 (Jarama) marcaria a 2ª vitória do inglês James Hunt. Niki Lauda (Ferrari) e Gunnar Nilsson (Lotus) completaram o pódio.

A 5ª prova do calendário de 1977 foi realizada em Jarama. Marcou a 4ª vitória da carreira de Mario Andretti e a 60ª da Lotus.

1978 – Mais uma vez Jarama viu Mario Andretti vencer, a 9ª vitória da carreira do norte-americano no ano em que ele se tornaria campeão mundial.

Em Jarama, 1979, Patrick Depailler conseguiu a 2ª vitória da sua carreira e 4ª da Ligier. Carlos Reutemann e Mario Andretti completaram o pódio.

A F1 voltou a Espanha em 1981, em Jarama, e viu a 6ª vitória do canadense Gilles Villeneuve.

1986 – Cinco anos depois, já em Jerez de La Frontera, a Espanha viu a 3ª vitória do brasileiro Ayrton Senna ainda na Lotus. Nigel Mansell chegou 0:014s (14 milésimos de segundo) atrás de Senna; Alain Prost completou o pódio.

Em Jerez de La Frontera, Nigel Mansell conseguiu a sua 12ª vitória na F1. No ano que a Williams seria a campeã de construtores e o inglês vice entre os pilotos, superado pelo brasileiro Nelson Piquet.

O 30º GP da Espanha foi realizado em 1988, em Jerez de La Frontera. Alain Prost venceu naquela oportunidade – a antepenúltima prova da temporada – que teria o brasileiro Ayrton Senna como campeão.

Ayrton Senna venceu o 31º GP da Espanha. Foi a 20ª vitória do brasileiro na F1. Completaram o pódio Gehard Berger (Ferrari) e Alain Prost (McLaren).

Dobradinha da Ferrari em 1990. Alain Prost (Ferrari) venceu novamente em Jerez de La Frontera. Foi a 44ª vitória do francês na F1, que teve ao seu lado no pódio Nigel Mansell (Ferrari) e Alessandro Nanini (Benetton).

Em 1991, Nigel Mansel (Williams), Alain Prost (Ferrari) e Riccardo Patrese (Williams) foram os pilotos que estiveram no pódio do 33º GP da Espanha, primeiro realizado no circuito de Barcelona.

No GP da Espanha de 1992, Nigel Mansell (Williams) conquistou a sua 25ª vitória na carreira e 55ª da Williams. Michael Schumacher (Benetton) e Jean Alesi (Ferrari) completaram o pódio.

O 35º GP da Espanha, em 1993, teve o pódio com dois campeões Alain Prost (Williams) e Ayrton Senna (McLaren) e um futuro campeão mundial, Michael Schumacher (Benetton).

Damon Hill conquistou a 4ª vitória da carreira no GP da Espanha de 1994.

Michael Schumacher (Benetton) venceu pela primeira vez o GP da Espanha em 1995.

Debaixo de chuva, o GP da Espanha de 1996 marcou a 20ª vitória do alemão Michael Schumacher. Jean Alesi e Jacques Villeneuve completaram o pódio.

Em 1997, o GP da Espanha foi disputado em Barcelona e Jacques Villeneuve (Williams) venceu a prova. Olivier Panis (Prost) chegou em segundo, e Jean Alesi (Benneton) em terceiro.
Ainda naquele ano, o GP da Europa foi realizado em Jerez de la Frontera. Michael Schumacher foi punido por reincidência de atitude não esportiva, pela forma como tentou impedir uma ultrapassagem de Jacques Villeneuve. Mika Hakkinen conquistou sua primeira vitória na Fórmula 1, seguido por David Coulthard e Jacques Villeneuve, que se tornou campeão mundial com este resultado.

Em 1998, o finlandês Mika Hakkinen (McLaren) venceu o GP da Espanha. Era a sua 4ª vitória na F1, no ano em que se tornaria campeão mundial. David Coulthard (McLaren) e Michael Schumacher (Ferrari) completaram o pódio.

O GP da Espanha de 1999 repete o pódio do ano anterior, e mais tarde, o finlandês Mika Hakkinen torna-se bicampeão mundial de Fórmula 1.

Virou o milênio, mas o vencedor do GP da Espanha continua o mesmo! Décima quinta vitória de Hakkinen na F1 e 125ª da McLaren. David Coulthard (McLaren), que havia sofrido um acidente de avião cinco dias antes, e o brasileiro Rubens Barrichello (Ferrari) completaram o pódio.

No GP da Espanha de 2001, Mika Hakkinen liderava com facilidade quando, na última volta, a McLaren apresentou problemas, deixando a vitória de bandeja para o alemão Michael Schumacher (Ferrari). Juan Pablo Montoya (Williams) e Jacques Villeneuve (BAR) completaram o pódio.

O 685º Grande Prêmio da história da F1 foi na Espanha (Barcelona) em 2002. Michael Schumacher venceu, seguido de Juan Pablo Montoya (Williams) e David Coulthard (McLaren).

Michael Schumacher venceu novamente em 2003. A novidade foi Fernando Alonso, espanhol que estreava na Renault naquele ano, em segundo. Rubens Barrichello (Ferrari) completou o pódio do 45º GP da Espanha.

O GP da Espanha de 2004, viu, mais uma vez, Michael Schumacher vencer a prova. Foi a 75ª vitória do alemão. Rubens Barrichello (Ferrari) e Jarno Trulli (Renault) completaram o pódio.

Kimi Raikkonen (McLaren) quebrou a seqüência de vitórias do alemão em Barcelona em 2005. Foi a terceira vitória na carreira do finlandês. Fernando Alonso (Renault) e Jarno Trulli (Toyota) completaram o pódio.

2006 trouxe a primeira vitória de um espanhol no GP da Espanha. Fernando Alonso (Renault) fez a pole position e venceu pela 11ª vez um GP de Fórmula 1. Michael Schumacher (Ferrari) e Giancarlo Fisichella (Renault) completaram o pódio.


Cinco estranhas no ninho

19/03/2007

Aproveitando que em março comemora-se o Dia Internacional da Mulher, resolvi falar um pouco da história das mulheres na F1. Mas antes que a Fórmula 1 sequer existisse, já havia corridas de automóveis. E foi justamente nessas corridas que Mariette Heléne Delangle (nascida na França, em 1900), mais conhecida como Hellé Nice, disputou, em 1929, sua primeira corrida (que era apenas para mulheres). Em 1931, ela começava a competir com os homens, sem perder sua feminilidade, o que a destacava, naquele universo que, antes dela, era 100% masculino. Uma acusação de ter colaborado com o nazismo encerrou a carreira de Hellé Nice, embora ninguém tenha conseguido qualquer evidência que pudesse comprovar o fato. Ela disputou mais de 70 corridas e morreu sozinha aos 84 anos.

Maria Theresa de FilippisDepois que a categoria da F1 foi criada, em 1950, cinco representantes do sexo frágil já competiram. A italiana Maria Theresa de Filippis, nascida em 11 de novembro de 1926, em Nápoles, entrou para a história da F1 como pioneira, porém participou de cinco GPs, classificando-se apenas em três (Bélgica, Portugal e Itália, em 1958). Destes, Maria Theresa completou apenas o GP da Bélgica, em 10º lugar.

Lella LombardiMaria Grazia Lombardi, conhecida como Lella Lombardi, foi a segunda mulher a pilotar um F1 e a que teve o melhor desempenho. Estreou no GP da Grã-Bretanha de 1974 aos 33 anos e participou de 17 GPs em 3 temporadas. Lella cruzou a linha de chegada em 6º lugar, marcando 0,5 ponto no caótico Grande Prêmio da Espanha de 1975, onde apenas oito carros (dos 25 que largaram) terminaram a prova. (Devido à prova ter sido finalizada com menos da metade das voltas, foram atribuídos apenas metade dos pontos). Morreu em 03 de março de 1992, devido a um câncer.

Depois de Lella, ainda tivemos mais três representantes femininas na Fórmula 1, mas nenhuma delas teve resultados expressivos.

Divina Galica estava inscrita em 3 GPs (Inglaterra em 1976, pela equipe Surtess, e Argentina e Brasil em 78, pela Hesketh), mas não se classificou para nenhum deles. Desireé Wilson estava inscrita apenas no GP da Inglaterra de 1980 (pilotando uma Williams particular) e também não se classificou.

Giovana AmatiNos três primeiros GPs de 1992 (África do Sul, México e Brasil), tivemos a oportunidade de ver a última mulher que teve a chance de tentar alinhar no grid, mas como Giovana Amati não conseguira classificar o Brabham-Judd, foi, então, substituída pelo futuro campeão mundial de 1996, Damon Hill, nas etapas restantes. E adivinhem? O carro era tão bom que ele também não conseguiu classificá-lo em seis das etapas seguintes.

Além das cinco citadas, também tiveram a oportunidade de guiar um F1: a americana Sarah Fisher, em 2001, num evento da McLaren em Indianápolis, e a inglesa Katherine Legge que fez 27 voltas em um teste da Minardi, em Vallelunga, 2005.

Há os que aprovam a presença de mulheres no automobilismo, como Niki Lauda, mas também há aqueles que não vêem com bons olhos, como o inglês Jenson Button: “As mulheres começam a correr nas fórmulas menores com 16 ou 17 anos. Elas não terão chance começando assim. Eu e a maioria dos outros pilotos iniciamos com oito anos. O desgaste físico é muito grande e há esportes nos quais a mulheres não correm bem: o automobilismo é um deles”, declarou à rádio BBC, em 2003.

Resta-nos imaginar o que aconteceria se houvesse igualdade de condições, se elas começassem com a mesma idade que os homens, ou se tivessem oportunidade de disputar provas com carros competitivos, pois todas cinco representantes femininas na F1 disputaram provas com carros bastante inferiores aos dos rivais masculinos.

Tudo na base de puro achismo meu. Já que o Jenson não é mulher e acha que nós não seríamos capazes de resistir ao desgaste físico do automobilismo, por que não podemos achar justamente o contrário?

Imagens:
StatsF1, Wikipedia e Rainer Nyberg (Atlas F1 Autosport).