Há 25 anos estreava a Minardi

Ela nunca ganhou uma prova, nenhum de seus pilotos conseguiu nenhuma pole position ou volta mais rápida e em 21 temporadas na Fórmula 1 só conseguiu marcar 33 pontos em 340 Grandes Prêmios disputados, mas ela acabou se tornando uma das mais conhecidas e queridas equipes da história da categoria: a Minardi. Há exatos 25 anos, a escuderia fazia sua estreia na F1 no GP do Brasil, disputado em Jacarepaguá, no Rio de Janeiro, e a data não podia passar em branco. 

Quarenta e dois pilotos passaram pelo cockpit da Minardi, entre eles quatro que ainda estão em atuação na Fórmula 1 de hoje:  Mark Webber, Jarno Trulli, Giancarlo Fisichella (piloto de testes da Ferrari, é verdade, mas ainda na “ativa”) e Fernando Alonso. Sim, a escuderia foi a primeira “casa” do bicampeão do mundo quando ele entrou na categoria. O piloto que mais correu pela equipe foi o italiano Pierluigi Martini. Foram 102 provas e 16 pontos marcados. Com ele e o brasileiro Christian Fittipaldi, a Minardi obteve seus melhores resultados. 

Martini foi quarto colocado em San Marino e Portugal em 91; e Christian repetiu o feito no circuito de Kyalami, na África do Sul, em 93. Aliás, quem não se lembra de um dos acidentes mais espetaculares (e felizmente sem conseqüências) como aquele protagonizado pelo sobrinho de Emerson Fittipaldi em Monza, durante o GP da Itália de 1993? Reveja aí: 

 

Christian Fittipaldi, aliás, ficou na Minardi por 24 corridas e marcou lá seis dos seus 12 pontos. Martini ainda levou a Minardi à melhor posição de largada, no GP dos Estados Unidos, realizado em Phoenix 1990, quando alinhou seu carro na 2ª colocação. Além dos pilotos já citados, quem também andou por lá foi Luca Badoer, Marc Gené, Adrian Campos (fundador da atual equipe Hispania), Ukyo Katayama, Michele Alboreto, Andrea de Cesaris, Roberto Pupo Moreno e Alessandro Zanardi

A Minardi foi fundada em 1979 por Giancarlo Minardi e competiu de 1980 a 1984 na Fórmula 2. Na Fórmula 1, correu de 1985 a 2005. Até 2001, ainda pertencia à família Minardi. No entanto, foi vendida para Paul Stoddart. Quatro anos depois, o australiano a revendeu  para a Red Bull, que a transformou na Toro Rosso. 

Fotos do site Statsf1.com

 

No paddock, a Minardi chamava atenção pelo clima de amizade, acessibilidade e, dizem, ausência da mentalidade de cultura corporativa. Já seus fãs a admiravam pelos bonitos carros na pista, apesar do orçamento inferior às concorrentes, fator principal, acreditam, para que seus bólidos não rendessem o que poderiam. 

Seu último GP ocorreu no dia 19 de outubro de 2005, em Xangai. Curiosamente Alonso venceu aquela prova, a segunda corrida após ter sido campeão pela primeira vez. Já os pilotos da equipe (Robert Doornbos  e Christijan Albers ) na época precisaram abandonar o derradeiro Grande prêmio da história da escuderia por problemas no carro. 

Fotos do site Statsf1.com

 

Apesar da média baixíssima de 0,11 pontos por GP ou 1,81 pontos por temporada e de sua melhor temporada ter lhe proporcionado apenas o 7º lugar no Mundial de Construtores em 1991, a Minardi tem admiradores até hoje e a divulgação do final de suas atividades na Fórmula 1 causou comoção entre seus admiradoers. Quando foi anunciado o fim da Minardi, milhares de fãs ao redor do mundo se juntaram em uma petição para pedir que o nome da equipe fosse mantido pela Red Bull. Mas a empresa se recusou e assim nasceu a Toro Rosso.

No dia 1º de janeiro de 2006, Giancarlo Minardi conseguiu recuperar alguns direitos sobre o uso do nome Minardi e criou uma equipe para disputar o campeonato Junior Europeu de Fórmula 3000.

Quem quiser saber mais informações sobre a escuderia, basta acessar este link.

4 respostas para Há 25 anos estreava a Minardi

  1. Sou fã incondicional da Minardi, assim como todo mundo que acredita que Fórmula 1 é mais uma questão de sangue, suor e graxa do que de dólares. Prova disso é que raramente a fábrica de Faenza era acusada de produzir chassis ruins ou instáveis. Geralmente, o que legava as últimas posições à equipe era o motor que o dinheiro deles podia comprar.

    A vontade de abrigar jovens talentos, em detrimento a pilotos pagos, é parte da explicação de nela terem estreado tantos pilotos vencedores. Ah, e dizem que o almoço que serviam (de graça) era o melhor do paddock! Taí uma equipe que realmente faz falta.

    • Gil disse:

      É, Daniel, pesquisando vi informações sobre o almoço, mas acabei esquecendo de falar. Uma pena ter terminado a Minardi. Fórmula 1 não é feita só de equipes grandes, é feita de gente que vive o espírito da categoria, a Minardi parecia ser daquelas equipes ainda dos primórdios da categoria. Deixou saudades. Um abraço!

  2. Ron Groo disse:

    Pois é… A Minardi era um celeiro de bons pilotos.
    Muita gente boa começou a carreira por lá.
    Até o chato do Alonso…

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