Com um terço de campeonato já disputado, a Fórmula 1 viu hoje na Turquia um retrato do que vem acontecendo no Mundial de Pilotos e de Construtores desde sua abertura na Austrália. Button e sua equipe dominaram a prova de uma forma tão expressiva que quem mais chegou perto, no máximo, gerou um vulto passageiro. Resultado: marasmo praticamente durante todo o Grande Prêmio em Istambul. A festa para a família Button começou ainda na largada e pouco metros depois dela. Primeiro com o problema no carro de Barrichello, que despencou para o final do pelotão e de lá só saiu para abandonar a corrida poucas voltas antes da bandeira quadriculada.
Com seu “principal concorrente” ao título fora de combate, Button iria se concentrar no adversário à sua frente, certo? Errado. O líder do campeonato sequer teve tempo para se preocupar com Vettel, porque o alemão vacilou e quase saiu da pista. O “quase” foi suficiente para Button retomar o que aparenta ser seu lugar de direito em 2009 e de lá só saiu para subir ao pódio no lugar mais alto.
Uma ou outra ultrapassagem pincelou a transmissão, como as tentativas desesperadas de Barrichello em minimizar o prejuízo da largada ou o momento revival entre Piquet e Hamilton, mas nada que chegasse realmente a empolgar até mesmo o fã menos exigente. Destaque positivo mesmo da prova, na minha opinião, foram as Williams. Até Nakajima se insinuou entre os oito que pontuam e chegou a rodar na quarta colocação. No final, terminou em 12º e Rosberg, mais consistente, foi o quinto. Por falar em consistência, Nelsinho Piquet continua mostrando regularidade. Começou em 17º e terminou… adivinhem… em 16º. Massa teve uma corrida apagada e cruzou a linha de chegada em sexto.
No geral, ficou-se a impressão de que esticar o sono, preparar o almoço do domingo, mudar de canal para ver a final de Roland Garros ou ler um bom livro teria sido mais proveitoso.
Com os resultados de hoje, Button disparou na liderança. Agora, o inglês tem 61 pontos, contra 35 de Rubinho. Vettel segue em terceiro com 29 – um ponto e meio na frente de Webber.
Confira como terminou o GP da Turquia:
1 – Jenson Button
2 – Mark Webber
3 – Sebastian Vettel
4 – Jarno Trulli
5 – Nico Rosberg
6 – Felipe Massa
7 – Robert Kubica
8 – Timo Glock
9 – Kimi Rakkonen
10 – Fernando Alonso
11 – Nick Heidfeld
12 – Kazuki Nakajima
13 – Lewis Hamilton
14 – Heikki Kovalainen
15 – Sebastien Buemi
16 – Nelsinho Piquet
17 – Adrian Sutil
18 – Sebastian Bourdais
Abandonaram:
19 – Rubens Barrichello
20 – Giancarlo Fisichella
Tem muitos torcendo o nariz, mas estou feliz por estar vendo a história sendo escrita…
Falaremos deste campeonato em que uma equipe nova com um piloto tido como acabado venceram tantas quantas lhes foram possiveis, e não foram poucas.
E nem acaba aqui…
Depois de dois ótimos campeonatos disputados até a ultima prova, a verdade é que a mesmice de outrora voltou, ultrapassagem nem nos boxes!
Button dispara e só vai perder prá ele mesmo.
Barrichello não merece comentários.
A unica possivel emoção na F1 atual é a briga entre FIA, FOTA e agora com a entrada da GPDA, que pode, e eu gostaria muito, só prá ver o Mosley quebrar a cara, resultar na criação de uma nova categoria.
Essa ideia de teto orçamentário é um retrocesso para as montadoras. Penso, posso estar errado, assim: Quanto é o orçamento atual da Willians? Quanto é o orçamento da Toyota só para desenvolver os motores que são usados pela Willians? Não sou economista, mas considero que para a Willians sobreviver com o “teto do Mosley” é mais viavel.
Pois é, Valter, talvez os dois últimos campeonatos tenham-nos acostumado mal. O fato é que eu acho legal o Button está superando todo o momento difícil vivido no período entre o final de 2008 e o início do campeonato atual, mas ganhar sem disputa é muito chato! Abrilhantaria mais a conquista dele se um oponente de peso surgisse pra rivalizar com ele pelo título. Quando à GPDA, eu só me pergunto o quanto tem aí na decisão dos pilotos de ingerência da FOTA. E a questão do teto é justamente essa, na minha opinião: quem não depende de montadora, caso da Williams, acha o teto bom; quem depende acha ruim. Eu acho ruim a FIA se meter em certas questões das equipes (como o quanto elas investem), mas também entendo que quem quer entrar na F1 tem que ter condições de entrar.
Quando disse: ultrassagem nem nos boxes!
É alguem passar o Button.
vamos continuar torcendo pelo RUBINHO. Ele é brasileiro, não desiste nunca!
Ele é ingênuo. Ele é “cara-de-pau” ?… Ele acha que nós somos bobos…
Ele é meio-bobo, às vezes ?… mas ele corre com a BANDEIRA BRASILEIRA, e
torcedor brasileiro tem que torcer por corredor brasileiro
Rubinho não é de nada e nós que entendemos de F1 sabemos disso. Ele “perdeu” a sétima marcha. Se alguém achá-la por aí avisa o moço. O que mais me chamou a atenção na prova foi uma atitude de extrema inteligência que não combinou muito com rubinho, mas parece que partiu dele. Quando Button ia colocar uma volta (vergonhoso) no rubinho, ele foi pro box e saiu falando de caixa de câmbio. Que nada. No meu critério de avaliação, esse foi o único ponto positivo em toda sua carreira. Achei certíssimo. Tipo Prost nas provas com chuva. Pra não passar vergonha, dava umas 2, 3 voltas e saía fora.