A síndrome da última volta

Lá pelos idos de 1986, quando o Ayrton ainda estava no comecinho da carreira e eu, então com 14 anos, já roía as unhas em frente à televisão nos domingos, encontrei uma menina paulistana na quadra do colégio. Ambas recém-chegadas a Recife (eu vinha de Campo Grande), ambas ainda tentando se adaptar na cidade/escola nova, eu e a Marcia descobrimos algo mais em comum: a paixão pela Fórmula 1 – e por um certo Senna, que, em plena época Piquet, ainda era apenas uma promessa. Entre vários amigos “Piquetistas”, nós dávamos a nota do contrário – batíamos o pé e sustentávamos: “o Ayrton é muito melhor!” E estávamos certas.

Não me lembro qual foi o GP, nem qual foi a situação. Mas um dia, conversando sobre uma corrida, a Marcia comentou que a última volta era sempre a pior da prova. Não importava se o piloto para quem você estava torcendo estava na frente, no meio do pelotão ou lá atrás: tudo pode acontecer naquele minuto e meio. Tudo. Motores estouram, a gasolina acaba, o pneu arrebenta, o piloto erra, algum maluco vem de trás e causa um acidente. Quando você torce, a última volta é a mais cruel. E nós passamos por isso tantas vezes. Naquele GP do Brasil, por exemplo, em que o Ayrton só tinha a primeira e a sexta marchas, e quase não aguenta chegar à bandeira quadriculada. É um tremendo test-drive para o coração. É a “síndrome da última volta”.

Ontem, ao ser perguntada pelo repórter da Globo, durante a transmissão do GP, se eu estava nervosa, respondi com uma pequena explicação sobre a “síndrome da última volta” e, olhando de relance para a TV para ver quantas voltas faltavam, completei “agora, é a síndrome das 23 voltas”. Como a Gil bem disse, não era um caso de torcer contra o Massa. Eu torcia pelo Hamilton. Pela minha equipe do coração, a McLaren (a equipe do Ayrton, sempre). Sob os olhares espantados dos garçons, eu e a Gil – apoiadas pela Dea, que torce pelo Kimi desde criancinha, mas que ontem se juntou à nossa torcida – só queríamos que as coisas ficassem exatamente como estavam: Massa em primeiro, Hamilton em quinto. Um venceria em casa, outro levaria o título. Ambos merecedores.

Mal sabíamos nós o que viria pela frente, muito embora eu e a Gil tenhamos experiência com Interlagos sob chuva, onde tudo pode acontecer, e acontece – estávamos lá em 2003, quando o dilúvio interrompeu a corrida na 52ª volta, quando Alonso, terceiro colocado, não subiu ao pódio porque tinha ido pro hospital, e quando o vencedor Kimi teve que ceder o troféu a Fisichella no GP seguinte por causa daquelas regras complicadas que a FIA inventa. Ontem não foi diferente. E se eu não enfartei naqueles 38 segundos finais, meu cardiologista pode ficar descansado, porque eu não vou precisar mais dos serviços dele.

38 segundos. Quando o Vettel ultrapassou a McLaren – que visivelmente já não se aguentava muito bem na pista encharcada – eu apertei a mão da Gil e pensei “acabou”. O Hamilton não ia conseguir passar o alemão na subida. O carro não tinha condições. O restaurante inteiro aos berros, e eu parada em pé em frente à TV, incrédula. Mas enquanto todos comemoravam, eu e as meninas estávamos de olho na classificação. Massa em primeiro. Alonso em segundo. Não conseguíamos ouvir a narração da TV porque o barulho da torcida em volta era ensurdecedor. Kimi em terceiro (Dea, de tão nervosa, nem comemorou). Vettel em quarto. Hamilton em quinto… e minha ficha caiu: cadê o Glock? Eu poderia jurar que tinha visto o Hamilton ultrapassar alguém, e cheguei a achar que tinha sido o próprio Vettel, mas a Gil tinha apontado pro carrinho azul na frente da McLaren. Só que eu tinha me esquecido de que o Glock estava com pneus secos. No final das contas, a única pessoa da mesa que viu o que aconteceu foi o Expe, noivo da Gil, que assegurava que o Glock tinha errado ou escorregado – e não aberto pro Vettel e pro Hamilton passarem.

Justiça seja feita: Massa fez uma corrida impecável. Mas Hamilton provou, principalmente nas etapas finais do campeonato (se descartarmos aquela largada afobada no Japão), que amadureceu com o golpe do ano passado. Ter o título na mão e perdê-lo – logo no primeiro ano de F1 – deve ter ensinado ao inglesinho que às vezes esperar e ter paciência é a chave; e ontem, com um desempenho burocrático que passa longe, muito longe do estilo dele, Hamilton provou que aprendeu a trabalhar melhor sob pressão – embora ainda lhe falte um certo auto-controle. Mas ele só tem 23 anos. Isso foi só o começo.

E faltam 146 dias pra tudo começar de novo. E 2009 promete. Massa não vai deixar passar essa fácil, eu presumo. Kimi, espero, vai parar de hibernar. Alonso, ao que tudo indica, não está contente só com dois títulos. E com Kubica, Vettel e, possivelmente, Bruno Senna no grid, a temporada do ano que vem deve ser de arrepiar.

38 segundos. Um ponto. Uma curva. E é por isso que a gente ama tanto esse esporte fantástico.

27 respostas para A síndrome da última volta

  1. davi disse:

    o q se ve é que o hamilton não é superior como se diz por aí. é bom e mereceu, mas menos. a verdade é q o galera tá sempre procurando alguém pra pagar pau.

  2. Valdemar disse:

    Tenho 37 anos e em 2009 farei 30 anos de Fórmula 1. Vi Jody Scheckter ser campeão em 1979 e todo o jejum de 21 anos da Ferrari sem títulos. Vi Alan Jones, Keke Rosberg e Niki Lauda serem campeões. Vi Gilles Villeneuve e Riccardo Palleti morrerem na pista em 1982. Vi o campeonato mais disputado de então em 1986 com Prost derrotando as Williams de Piquet e Mansell. Vi os três títulos de Piquet e os três de Senna e seus duelos com Prost e Mansell. Também vi (e vivi) aqueles terríveis dias de maio de 1994. Neste mesmo ano, vi surgir Barrichello com aquela pole em Spa na chuva. Vi surgir Jacques Villeneuve e Juan Pablo Montoya, candidatos a heróis na era Schumacher. E o alemão, o maior de todos os campeões. Recordista dos recordes.

    Mas nunca vi nada parecido com o que aconteceu ontem em Interlagos.

    Tudo que se encaminhava para a lógica (Felipe ganhando a corrida e Hamilton sendo campeão) realmente aconteceu. Só que da forma mais inesperada possível, com o imprevisível quase tirando o título do inglês, que o recuperou nos últimos 200 metros de prova. O desespero de Lewis, correndo atrás de Vettel nas duas voltas finais da prova foi de um drama cinematográfico. E quando ultrapassou Glock, ele nem sabia que havia conquistado ali o campeonato…

    Massa não perdeu o campeonato em Interlagos. Perdeu no episódio da mangueira em Cingapura. Sei que não se perde ou se ganha um título em uma corrida e sim na regularidade de todo um ano de trabalho, mas aquele erro na reta final do campeonato, foi fatal para as pretensões do brasileiro. Felipe, exceção feita às corridas medonhas de Melbourne e Sepang, quando chamado à responsabilidade, fez o que se esperava dele. Se não foi campeão, pode botar a conta no patrão, pois foram os sucessivos erros da Ferrari que tiraram-lhe o título.

    A Fórmula 1 nunca mais esquecerá esse dia. Nem nós…

    Realmente, Val, é um daqueles dias para gente contar pros filhos e netos.
    Gil

  3. realmente Valdemar..
    este dia entrou pra historia da formula 1.. daki a 20… 30 anos. todos se lembrarao do gp brasil de 2008… cmo a corrida aonde td aconteceu.. eo camp foi decidido a 700 m do fim…..

  4. Albano disse:

    Também torço prá MacLaren e pro Hamilton. Não gosto muito do Massa e detesto a torcida da Globo por ele. Apesar disso, reconheço que ele é bom piloto. Mas o título do Hamilton foi justo, porque aquela invertida de vitória, dando por Massa e tirando do Hamilton foi muita sacanagem. Agora, vamos e venhamos: ou os ingleses são mesmo muito calculistas (o Witmarsch disse que previu que o Hamilton ia chegar e passar o Glock, pelo ritmo deles) ou o Hamilton deu uma grande amarelada no final, deixando o Vettel passar. De qq. forma, enquanto assistia ao final da corrida, pensei, na última volta: “não é possível, o Hamilton vai deixar o título escapar no finalzinho de novo”. Aí, o inacreditável aconteceu e vi o Vettel e o Hamilton passando pelo vermelho e branco da Toyota e o ‘mala’ do Galvão Bueno engasgando e a família do “Massinha” passando da euforia à incredulidade e a gostosa da namorada do Hamilton pulando e abraçando todo mundo. Que final! Se fosse cinema, iam dizer que o roteirista viajou !!!

  5. Jorge Nogueira Rebolla disse:

    Nunca, jamais o Senna foi melhor que o Piquet. O Piquet nunca teve o foguete da Honda empurrando o carro dele. O Senna foi um excelente piloto, mas o Piquet era melhor! Ser campeão com McLaren com motor Honda era fácil, o carro supria qualquer deficiência do piloto. O mito Senna foi criação da Rede Globo e do Galvão “sem noção” Bueno.
    Piquet, Senna e Prost, foram os melhores pilotos da geração deles. Porém, na atual F1 faz falta um louco como o Mansell.

  6. Vi disse:

    Albano, aquele final foi sensacional mesmo, mas eu quase tive um ataque do coração.

    Jorge, respeito sua opinião, mas continuo firme na minha. Pra mim, os grandes gênios daquela geração são Senna, Prost e Lauda.

    Abraços, meninos

    Vi

  7. Elo disse:

    Ahaha o Mansell deve lembrar muito bem da ultima volta do GP do CAnadá de 1991 qdo a gasolina acabou a metros da linha de chegada!
    Senão estou enganada foi o Piquet que herdou essa vitoria!

  8. Valdemar disse:

    Foi isso mesmo, Elo. Mansell já acenava pras câmeras na última volta quando a gasolina acabou. Ele tinha uns 30 ou 40 segundos de vantagem para Piquet, que herdou a vitória em Montreal/1991. Teve uma outra corrida com o próprio Mansell, onde nas voltas finais, senão na última volta, a porca que sustentava o pneu traseiro direito da Williams se soltou, provocando o abandono do inglês. Interessante lembrar que em Montreal/1991, completaram-se sete vitórias consecutivas de brasileiros na Fórmula 1, já que Piquet havia vencido as etapas do Japão (com Roberto Moreno em 2º, na última dobradinha brasileira na Fórmula 1) e da Austrália/1990 e Senna tinha vencido as quatro primeiras corridas de 1991. ;)

  9. Fergus Gallas disse:

    Vi,
    Senna, Prost e Lauda foram grandes campeões, apenas não eram da mesma geração. Quando Lauda ganhou o primeiro título Senna ainda usava fraldas.

    Torcer e achar determinado piloto o melhor de todos é uma questão pessoal e relativa, já que os mesmos não têm o mesmo equipamento.

    Torcer por Hamilton em uma disputa que inclui um piloto brasileiro é muito curioso, respeito, mas não compreendo. Aliás, essa é uma atitude tipicamente brasileira. Já vi isso algumas vezes nesses 31 campeonatos que acompanhei, Andretti 1978 foi o meu primeiro.

    Abraços,
    Fergus Gallas

  10. Vi disse:

    Oi, Fergus!

    Sei que Lauda é um pouco anterior a Senna – eu era pequena, mas lembro de Nürburgring muito bem – mas obrigada pela observação; o que eu quis dizer, e talvez não tenha me expressado bem, é que dentre os pilotos que vi correr, e descontada a F1 atual, os grandes gênios são Prost, Lauda e Senna (e aí quem sabe as pessoas entendam minha paixão pela McLaren…).

    Engraçado, me lembro bem da morte do Ronnie Peterson em 78, mas não me recordo do título do Andretti… talvez porque a imagem de Monza tenha ficado tão forte (eu tinha 6 anos). O primeiro título de que me lembro perfeitamente bem foi o do Alan Jones. Aí eu já era fã desesperada do Gilles Villeneuve (que, coincidentemente, teve sua primeira experiência na categoria com uma… McLaren!)

    Abraços e venha nos visitar sempre!

    Vi

  11. Fergus Gallas disse:

    Olá Vi,
    Você é a primeira não italiana que conheço que torce por um time. Bacana!!
    Também sou assim, mas apenas no futebol. Torço por Ronaldo Nazário, o time que ele jogar é o meu. Imagino que terei problemas em breve, pois o tempo passa e ele deve parar em mais algum tempo.
    Na F1 torci por Lauda e Piquet. Não gosto de pilotos politicamente corretos, são muito chatos e sem senso de humor.
    Alonso na minha opinião é o melhor do atual grid, no braço e no senso de humor. Torço por Massa que considero um grande piloto.
    Abraços,
    Fergus

  12. Diego_Zomer disse:

    Confesso que tenho curiosidade de saber qual seria o comentário das F1 Girls caso Massa tivesse sido campeão… No meu caso, evito torcer, assisto a F1 porque gosto, mas se for para torcer, torco pelo Brasileiro rsrsrsrsrs… ou então pelo Kimi, que é o cara mais cool da F1, um dos poucos a fugir do padrão de “bom garoto” que se instaurou de uns tempos pra cá… ele e o Alonso… quanto ao Hamilton, o cara é bom, muito bom… mas não gosto dele. Lí a opinião de vocês que, caso Massa fosse campeão, seria injusto por conta da vitória dele retirada e dada ao Massa… mas e o Hamilton fosse campeão no ano passado?? Vocês estariam comemorando do mesmo jeito um título onde ele foi “um pouco” beneficiado?!?!?!

  13. Dea disse:

    Oi Diego, tudo bom?
    Vê bem… os posts não refletem a opinião de todas nós, apenas a opinião da autora.
    Bom, não posso responder pelas outras meninas. Mas eu não gostaria muito, e nem pensei nessa possibilidade do título do Massa.
    Se o Hamilton tivesse ganho no ano passado, eu teria ficado muito $#*(#*, ehehe, torço pelo mais ‘tô-nem-aí’ do grid ;)
    []‘s

  14. Pit disse:

    Diego,

    Realmente, aqui cada uma tem sua opinião. No meu caso:

    1. De-tes-to o Hamilton (no ano passado, neste ano e muito provavelmente nos próximos);
    2. Sou ferrarista, da época de ouro com Schumacher, agora com Raikkonen e, quem sabe, logo, logo com Alonso;
    (obs.: já xinguei muito o espanhol na época em que o Michael ainda estava em atividade – só pra ninguém falar que eu virei a casaca e estou escondendo meu passado, hahahahah!)
    3. Este ano torci por Kimi, que dormiu… Logo comecei a me divertir com o jeito do Alonso, que deu uma boa mudada depois de comer o pão que o diabo amassou no ano passado. Como ele não tinha chance, comecei a torcer pelo Massa. Assim, teria ficado muito contente se ele tivesse vencido, embora não tenha achado que ele foi o melhor de 2008 (pra mim, foi o Alonso). E tinha aí um tanto de torcida contra Hamilton, vou confessar.

    É isso. Abs e obrigada pela visita!

    Pit

  15. Vi disse:

    Oi, Diego!

    Como torcedora da McLaren, confesso que se desse Alonso ou Hamilton ano passado eu ficaria igualmente contente. Eu acreditava mais no Lewis, por causa da diferença de pontos. Mas 2007 não foi MESMO o ano da minha equipe…

    Acredito que você esteja se referindo ao favorecimento interno da equipe, já que no ano passado não me recordo de nenhum caso de tapetão em relação ao comportamento dos pilotos. Mas como disse, teria ficado feliz do mesmo jeito. Reconheço os (muitos) méritos do Kimi, entretanto!

    Abraço, Vi

  16. Vi disse:

    Fergus,

    Que bom que temos o Lauda em comum… de futebol, não gosto e nem entendo, então ficamos por isso mesmo…
    A minha paixão pela McLaren é como a da Gil pelo Sport Recife, eu acho, pra fazer uma comparação compreensível… quando vi o carro do Hamilton em exposição em Silverstone, quase enfartei… e tirei uma foto dentro do carro do Senna de 88, em Londres. Criancinhas na Disney não fariam uma cara tão feliz.

    Abraço, Vi

  17. Gil disse:

    hahahahaha Albano, sobre a namorada do Hamilton, eu e meu noivo concordamos num ponto: todo mundo ali se aproveitou da ocasião pra tirar casquinha! hahahahhahahahahaha

  18. Os números realmente são fascinantes. Realmente o Massa levou 38 segundos para ver que o sonho do título tinha ficado para 2009 e pela mesma diferença que o Raikkonen foi campeão em 2007: um mísero ponto. Concordo com vcs: por isso é que o automobilismo é tão apaixonante. Bem, sobre a decisão da F-1 é que tbm escrevi no blog de que participo: http://www.bloglivreexpressao.com.br
    valeu galeraaa!

  19. Valdemar disse:

    Vi, há algum tempo atrás, houve um boato de que a Mercedes, através de Norbert Haug, compraria a McLaren e viraria equipe Mercedes-Benz. Se isso acontecesse, você continuaria torcendo pela equipe?

  20. Vi disse:

    Oi, Val!

    Olha, confesso que a mudança de nome seria um baque. Mas sinceramente? A saída do Ron Dennis me deixaria mais triste. Pra mim, ele sempre vai ser o chefe de equipe do Ayrton. E é por isso que eu fico com tanta raiva quando certos jornalistas metem a lenha nele chamando-o de antipático, etc., enquanto que naquela época ele era “o cara”… Ainda assim, acho que a marca McLaren é forte demais (especialmente na Inglaterra – fiquei pasma com a adoração dos ingleses pela equipe quando estive em Silverstone) pra que ela desapareça…

    Um abraço, Vi

  21. Diego_Zomer disse:

    Vi,

    Não só pelo favorecimento interno, mas pelas não-punições a ele também (assim, de cabeça, a única que eu me lembro é aquela do Brake-test que tirou o Vettel da prova, que é proibido e está no regulamento… ;) , e, claro, toda aquela estória do roubo de informações da Ferrari, etc… enfim, “se” não joga, muito menos corre… e quem sabe a chegada de um Senna aumente o carisma dos pilotos Brasileiros ;)

    Confesso que nunca entendí porque o Massa não tem boa aceitação na mídia especializada… (leia-se blogs de F1, em geral)

    Enfim, era só curiosidade mesmo…

  22. Vi disse:

    Oi, Diego!

    Sabe que eu nem acho que a imprensa é tão anti-Massa assim? Eu, particularmente, não simpatizo com ele. Nada a ver com nacionalidade ou equipe. Agora, estou esperando ansiosa pra ver o que o DiGrassi e o Bruno vão mostrar na F1… especialmente o Bruno (que eu espero um dia ver na McLaren…)

    Um abraço e continue nos visitando :D

    Vi

  23. Diego_Zomer disse:

    Pode deixar que eu apareço mais sim… mas seria bom se vocês fizessem mais algumas charges… eram todas muito boas, mas tinham umas que eram demais!!! A do Massa e o Kimi esperando que a Ferrari não chamasse o Schummi de volta foi muito bem sacada!

    Quanto ao anti-Massa, creio que seja em boa parte por conta da Globo, que realmente enche o sace com esse negócio de torcida pelos Brasileiros… a parte da torcida é com a gente, quem transmite tem que ser neutro. Ou pelo menos maneirar… ;) , vocês já repararam que ele é a cara do Zacarias???
    Tambem espero ver o B. Senna se dar bem, mas acho que os anos parado, longe do automobilismo irão fazer falta…

  24. Vi disse:

    Diego,

    Agradeço em nome das meninas pelos elogios às charges (que ficam, na maioria das vezes, nas mãos da Elo e da Pit). Quanto à encheção de saco pró-Massa da Globo, acho que contribui, sim, pra minha antipatia pessoal por ele – mas não é só isso; acho que ele anda discípulo do Schumacher demais pro meu gosto, até o jeito de comemorar as vitórias é parecido, e isso me dá nos nervos. É aquilo que já falamos mil vezes: o fato de um piloto ter nascido no mesmo país que eu não me obriga a torcer pra ele!

    Eu vi o Bruno Senna vencer a GP2 em Silverstone e tenho muita, mas muita esperança nele. E no Lucas DiGrassi, também – espero que os dois tenham chance já ano que vem. Ambos me parecem garotos sensatos, centrados. Bom pra começar.

    O problema agora é aguentar quase 140 dias sem motorzinho roncando… *suspiro*

    Abraço, Vi

  25. Diego_Zomer disse:

    Bom, não estou aqui para constestar a torcida de ninguém, como falei, era só curiosidade mesmo… hehehehe

    Vamos ver, tomara que dê certo para o B. Senna e o DiGrassi… quem pegar a Toro Rosso tem boas chances… o que pegar a Honda, tá na m&$#@… a menos que o Brawn consiga resolver o problema, os carros serão totalmente novos ano que vem, com mudança de regra aerodinâmica… talento ele tem, dinheiro a equipe tem, mas acho que não vai ser ano que vem que eles acertam ainda…

  26. felipe fugazi disse:

    a corrida do hamilton foi burocratica, sempre entre os quatro primeiros, sem apertar quem estivesse a frente, mas fugindo de quem vinha atras, como o glock e o vettel antes e depois dos 2 primeiros pit-stops.
    mas quando começou a chover ( e eu moro a poucos km de interlagos), meu coração quase sai pela boca.
    quando o vettel passou o hamilton, foi como um pesadelo em tempo real, não podia acontecer de novo…e o meu vizinho aos berros, torcendo pro massa.
    quando o massa subiu pela ultima vez em direção a linha de chegada eu abaixei o volume da teve e estava me sentia como se um parente meu estivesse na U.T.I.
    ai a TV mostra primeiro a festa da familia do massa e em seguida mostra uns caras de macacão branco comemorando…mas macacão branco é da Mclaren?!?!
    eu não vibrava daquele jeito desde o fim dos anos oitenta com o Ayrton…
    fui pra janela e começei a gritar pro meu “querido” vizinho que o hamilton era campeão do mundo.
    acho que foi como na copa de 1950, o famoso “Maracanazzo”, só que dessa vez foi o “Interlagazzo”.
    Só sei de uma coisa, que coisas desse tipo não se repitam, pq vai ser dificil de aguentar…

    Oi, Felipe!

    Posso te garantir que sei como você se sentiu…

    Um abraço da Vi

  27. Emanoel disse:

    Bom dia! Sou novo aqui primeira vez que vejo esse blog. Tenho que dizer que é muito bom esse blog. Mas quero dizer que gosto muito do jeito do Massa correr. Não aguenta ficar atraz , quer logo passar e pronto. (Ai comete muita besteira com isso, se desconcentra ai começa a andar lento). Tipo acho que Massa merecia ganhar esse ano, a FERRARI acabou com ele. Hamilton é bem melhor que ele eu sei disso, mas torcer para quem é o melhor é meio chato para mim, mas torcer por alguem que tem potencial de crescer, parece ser interessante. Essa é a primeira vez que ele briga pelo titulo de verdade, acho que foi o melhor a acontecer com ele ele perder esse ano afinal e nas derrotas que temos a verdadeira chance de crescer. Não sou fã da FERRARI NÃO, gosto mesmo e da MC do TÃO MAGESTOSO SENNA, eu era um bebe naqueles tempos, mas acho que já vi muito sobre ele em video. Aquele foi para mim insuperavel, o carro dele era bom mas ele tirava o maximo do carro, e para mim isso é o que faz o piloto. É isso que eu vejo dos pilotos como VETTEL, KUBICA, mas os duelos travados entre a FERRARI e MCLAREN é simplesmente emocionante. Vi Shumi e o Hakinem travar diversas batalhas, que por sinal torcia para a MCLAREN, mas aquele alemão foi o melhor do tempo dele, com o melhor carro do tempo dele soma-se isso e da como resultado o MAIOR RECORDISTA, mas como disse torcer por quem ganha parece obvio e chato para mim, por isso torci a favor da FERRARI contra o Alonso ( esse corre demais, para mim o segundo melhor atualmente).

    Como se diz no tópico a ultima volta é a pior, e sabe so vim concordar com isso depois daquela corrida em INTERLAGOS, cara como torci pelo MASSA, Hamilton nem dava sinal de fraquesa na corrida, E MASSA FORTE INABALAVEL NA FRENTE ( se fosse eu tentava segurar o pelotao para que o HAMILTON RECEBESSE ATAQUE OU TENTASSE PASSAR E ERRAR) , mesmo sabendo que era dificil continuo lutando, e com isso ganhou a corrida, mas aqueles 38 segundos foram mais longos que o ano todo para mim TORCER POR VETTEL era facil tão facil que torci tudo por ele, ai faltou torcer pelo GLOCK, ai pronto HAMILTON campeão.

    Mas 2009 PROMETE, e pode ver esse ano vai ser muito , mas muito MASSA!

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